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Wilson Dias/ABr
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Chanceler Mauro Vieira viaja para Cuba em sua primeira visita oficial ao país

Dentre os principais assuntos que serão abordados com as autoridades cubanas estão a ampliação da lista de produtos beneficiados pelo Acordo de Complementação Econômica entre Mercosul e Cuba e criação da Câmara de Comércio Brasil-Cuba

O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2015 | 11h22

BRASÍLIA - O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, viajou para Havana, onde nesta quarta-feira, 25, realizará sua primeira visita oficial a Cuba desde que assumiu o cargo, segundo ele mesmo informou durante uma audiência em uma comissão do Senado.

A ampliação da lista de produtos beneficiados pelo Acordo de Complementação Econômica entre Mercosul e Cuba, assim com a criação da Câmara de Comércio Brasil-Cuba, figuram entre os assuntos que o ministro abordará com as autoridades cubanas, segundo um comunicado divulgado pelo Itamaraty.

A agenda ainda inclui assuntos relativos à cooperação bilateral e temas regionais e globais, acrescentou a nota.

Vieira terá em Havana reuniões de trabalho com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parilla, e com o ministro do Comércio Exterior e Investimentos Estrangeiros de Cuba, Rodrigo Malmierca Díaz.

A visita, segundo o comunicado do Itamaraty, acontece em um "contexto político promissor perante a normalização das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba, que o Brasil espera culminar brevemente com o fim do embargo vigente, assim como a evolução do modelo econômico cubano".

O Itamaraty destacou que em 2016 serão lembrados os 30 anos do restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

Brasil e Cuba mantêm diversos programas de cooperação nas áreas de saúde, agricultura, infraestrutura, entre muitas outras, e a presidente Dilma Rousseff mantém uma estreita relação de amizade com o líder cubano Raúl Castro.

O Brasil também teve uma participação importante nas obras do porto e da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel (ZEDM), que Cuba pretende transformar em uma moderna plataforma para estimular o comércio e o desenvolvimento econômico.

Por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Brasil financiou US$ 682 milhões para o desenvolvimento dessas obras, que foram realizadas em sua maior parte pela construtora Odebrecht. /EFE

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