REUTERS/Jorge Adorno
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Chanceler paraguaio questiona idoneidade da Venezuela para assumir presidência do Mercosul

Eladio Loizaga afirmou que Caracas deveria liderar o bloco em razão da ordem alfabética, mas destacou que a imagem da organização pode ser prejudicada pela crise vivida no país

O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2016 | 12h46

MADRI - O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizaga, questionou nesta quarta-feira, 20, a idoneidade da Venezuela para assumir a presidência rotativa do Mercosul pela crise interna que o país enfrenta, já que vive em estado de "tensão" pelo "descumprimento de princípios universais e direitos humanos".

O ministro paraguaio fez estas declarações junto ao colega espanhol, José Manuel García-Margallo, depois de se reunir em Madri.

Loizaga lembrou que a Venezuela deveria ser o próximo país a assumir a presidência do Mercosul pela ordem alfabética, mas também destacou a importância da imagem que a organização projeta no exterior, e que pode ser danificada pela crise vivida pelo país.

Os ministros das Relações Exteriores e Economia do Mercosul manterão uma reunião em Montevidéu em 30 de julho para abordar essa questão.

Com relação à negociação do tratado entre Mercosul e União Europeia (UE), cujas conversas estiveram estagnadas durante vários anos, o ministro paraguaio reconheceu que trata-se de uma relação que "não é fácil" e que já se passaram 20 anos desde a primeira proposta.

Loizaga acredita que ambos os organismos internacionais se entenderão e será aberto "um fluxo de comércio que permita ao Mercosul o desenvolvimento e a criação de emprego". Ele se mostrou convencido de que os dois lados se esforçarão para que se possa alcançar um acordo e avaliou positivamente o papel da Espanha no processo do negociação, agradecendo seu "apoio" e "interesse".

Por sua vez, o ministro espanhol considerou que este acordo será fechado provavelmente depois que a UE firmar o Acordo Transatlântico de Comércio e Investimento (TTIP) com os Estados Unidos.

"Se houver um atraso nas negociações com os Estados Unidos, eu temo que possa haver um atraso nas negociações com Mercosul, o que seria uma péssima notícia", lamentou o ministro. / EFE

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