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Chanceler russo elogia esforços de mediador da ONU para regular situação na Síria

Serguei Lavrov destacou a importância de conhecer a avaliação que Staffan de Mistura fez das perspectivas do processo de negociação de paz. Segundo o ministro, ‘não há alternativa à regulação política da crise síria’

O Estado de S. Paulo

03 Maio 2016 | 09h08

MOSCOU - O ministro russo de Relações Exteriores, Serguei Lavrov, se reuniu nesta terça-feira, 3, em Moscou com o mediador da ONU para o conflito sírio, Staffan de Mistura, e elogiou seus esforços para regular a situação no país árabe.

"Elogiamos todos os seus esforços, que consideramos uma grande contribuição ao avanço em todas as direções apontadas na resolução do Conselho de Segurança da ONU", disse o chefe da diplomacia russa, citado pelas agências de notícias locais, no começo da reunião com o mediador do organismo mundial.

Lavrov ressaltou a importância de conhecer em primeira mão a avaliação que De Mistura fez das perspectivas do processo negociador, já que, segundo ele, "não há alternativa à regulação política da crise síria".

O ministro russo acrescentou que para Moscou é muito importante entender se todos os seus parceiros "estão dispostos a avançar na direção referendada nas resoluções do Conselho de Segurança".

Ele indicou que os militares russos e americanos trabalham na "consolidação do regime de cessação de ações de combate, em sua ampliação a novas regiões e na criação de condições ótimas para a entrega de ajuda humanitária".

"Espero muito destas conversas. Eu gostaria de estabilizar em um aspecto: a volta do regime de cessação das hostilidades a seu leito normal. Em Genebra tentamos fazer todo o possível para fortalecer e desenvolver este mecanismo e dar uma maior eficácia", disse De Mistura.

O mediador da ONU chegou a Moscou depois de se reunir na segunda-feira em Genebra com o secretário de Estado americano, John Kerry, com quem acordou potencializar uma estratégia conjunta com a Rússia para restabelecer a cessação de hostilidades no país árabe.

Essa trégua está ameaçada desde 22 de abril, quando o governo sírio começou uma ofensiva contra Alepo, reativando combates que deixaram pelo menos 250 mortos e dezenas de feridos entre a população civil desde a data mencionada. /EFE

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