AFP PHOTO / Yuri KADOBNOV
AFP PHOTO / Yuri KADOBNOV

Chanceler russo sugere que envenenamento de ex-espião poderia beneficiar governo britânico

Serguei Lavrov afirmou que Londres ‘estava em uma situação incômoda dada sua incapacidade para cumprir as promessas a seu eleitorado sobre as condições do Brexit’

O Estado de S.Paulo

02 Abril 2018 | 09h44

MOSCOU - O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, sugeriu nesta segunda-feira, 2, que o envenenamento do ex-espião Serguei Skripal poderia beneficiar o governo britânico, como uma distração dos problemas a respeito do Brexit.

+ Polícia britânica revista avião russo e agrava tensão com Moscou

+ Em retaliação a países ocidentais, Rússia expulsa mais 59 diplomatas

"Isto pode ser do interesse do governo britânico, que estava em uma situação incômoda dada sua incapacidade para cumprir as promessas a seu eleitorado sobre as condições do Brexit", disse Lavrov. "Também poderia interessar aos serviços especiais britânicos, que são conhecidos por sua capacidade de atuar com permissão para matar.”

+ Para ONU, mundo está próximo de situação semelhante à Guerra Fria

+ Rússia expulsa 60 diplomatas americanos e fechará consulado dos EUA em São Petersburgo

A Rússia não tinha nenhum interesse em envenenar um ex-espião na véspera da eleição presidencial e a poucos meses da Copa do Mundo, que será organizada em seu território, disse Lavrov.

O chanceler criticou a decisão dos países ocidentais de expulsar diplomatas russos, o que provocou uma resposta simétrica da Rússia. "Quando não existem provas, se vingam com os diplomatas", disse ele. O ministro russo também acusou Reino Unido, EUA e seus aliados de "perda da decência" por recorrerem a "mentiras e à desinformação pura e simples".

A Rússia tem muitas perguntas sobre o tema e se o Reino Unido "não responder significará que se trata de uma invenção e mais concretamente de uma provocação flagrante", concluiu Lavrov. / AFP

Mais conteúdo sobre:
Rússia envenenamento Serguei Skripal

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.