Chanceler saudita pede posição árabe sobre paz com Israel

O ministro de Assuntos Exteriores saudita, príncipe Saud al Faisal, pediu nesta segunda-feira, 26, aos membros da Liga Árabe que adotem uma posição unificada a respeito de como estabelecer a paz com Israel durante a cúpula da próxima quarta e quinta-feira em Riad.Em discurso durante a reunião ministerial preparatória da cúpula,Faisal aludiu à necessidade de um apoio árabe unânime à iniciativa de paz aprovada no encontro de 2002 em Beirute, e cuja reativação marca a nova viagem da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pelo Oriente Médio."Necessita-se de uma voz árabe unânime a respeito das principais causas árabes, especialmente a palestina", disse Faisal, cujo país recebeu nesta segunda do Sudão a Presidência rotativa da Liga Árabe, integrada por 22 membros, incluindo os territórios palestinos.Faisal também se referiu ao acordo firmado em fevereiro pelomovimento islâmico Hamas e pelo nacionalista Fatah na cidade saudita de Meca, que permitiu a formação de um governo palestino de união nacional."O Acordo de Meca (conseguido graças à mediação saudita) aumenta as oportunidades para se chegar a uma posição árabe unificada" com relação à paz com Israel, disse o chefe da diplomacia saudita."Esta posição deve se basear na iniciativa de paz árabe, já que éo melhor meio para se conseguir uma solução global (para o conflito árabe-israelense)", acrescentou.´Direito de retorno´A proposta árabe - apresentada na cúpula de 2002 pela ArábiaSaudita - oferece, em linhas gerais, o reconhecimento do Estado de Israel por todos os membros da Liga Árabe em troca da retirada israelense dos territórios ocupados desde 1967.Os Estados Unidos e Israel tentam fazer com que os países árabes suavizem os termos da iniciativa com relação ao "direito de retorno" de milhões de refugiados palestinos a seus lares e o status de Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel há 40 anos.Vários dirigentes árabes, entre eles o secretário-geral da Liga,Amre Moussa, deixaram claro que se opõem a emendar a proposta, por considerarem que "se baseia nos princípios da legalidade internacional".Na segunda, na reunião ministerial, Moussa disse que o plano de paz árabe, a segurança nacional e a cooperação econômica interárabe lideram a agenda da cúpula, que será realizada na quarta e quinta-feira na capital saudita.A reunião ministerial foi inaugurada pelo titular de Exteriores sudanês, Lam Akol, que explicou que entre os temas sobreos quais os chefes de Estado e de governo árabes deliberarão estão as crises no Líbano e no Iraque e os esforços para retomar a paz com Israel.Outros assuntos são o possível impacto sobre a segurança nacional árabe da disputa envolvendo as atividades nucleares iranianas, a crise humanitária em Darfur (oeste do Sudão) e o conflito na Somália, entre outras questões de cooperação política e econômica.

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