Hau Dinh/AP
Hau Dinh/AP

Chanceler sul-coreana viajará aos EUA para discutir encontro entre Trump e Kim

Viagem de Kang Kyung-wha foi marcada depois de o presidente americano ter anunciado que aceita o convite do líder norte-coreano para uma reunião, que deve ocorrer em maio

O Estado de S.Paulo

12 Março 2018 | 04h14
Atualizado 12 Março 2018 | 12h57

SEUL - A chanceler da Coreia do Sul, Kang Kyung-wha, viajará na quinta-feira a Washington para se reunir com o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, e discutir o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder do regime norte-coreano, Kim Jong-un.

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"Os chefes da diplomacia sul-coreana e americana planejam compartilhar suas avaliações do recente e rápido progresso na península coreana", disse o Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Sul em um comunicado sobre a visita da chanceler.

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"Ambos discutirão em detalhes sobre como cooperar estreitamente para conseguir a desnuclearização da península, assim como sobre as conversas entre EUA e Coreia do Norte", completa a nota.

A viagem da chanceler foi marcada depois de Trump ter anunciado que aceita o convite de Kim Jong-un para um encontro, que deve ocorrer em maio. O papel da Coreia do Sul como mediadora da reunião foi essencial.

Nos diálogos entre as duas Coreias, motivados pela participação do regime de Pyongyang nos Jogos Olímpicos de Inverno, uma delegação sul-coreana viajou à capital do país vizinho na semana passada e se reuniu com Kim Jong-un, que afirmou que aceita a desnuclearização se houver garantias de que o país não sofrerá uma invasão militar.

A mesma delegação viajou a Washington para repassar a mensagem a Trump, assim como o convite de Kim para realizar o primeiro encontro da história entre líderes dos EUA e da Coreia do Norte.

Na reunião entre os chanceleres, Kang Kyung-wha também conversará com Tillerson sobre "assuntos econômicos e comerciais recentes, incluindo as medidas protecionistas americanas", diz a nota. A Coreia do Sul considera que a decisão de Trump de impor de taxas de importação sobre o aço terá grande impacto para a economia do país, terceiro maior exportador do metal para os EUA. / EFE

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