EFE/Tiago Petinga
EFE/Tiago Petinga

Chanceler venezuelana diz que não permitirá que ‘tomem de assalto’ a presidência do Mercosul

Ministra Delcy Rodríguez afirmou que liderança corresponde por direito aos venezuelanos e que há forças econômicas interessadas em ‘implodir’ o bloco

O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2016 | 14h25

CARACAS - A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, garantiu nesta sexta-feira, 5, que não permitirá que Argentina, Brasil e Paraguai - a quem se referiu como “tríplice aliança” - “tomem de assalto” a presidência pro tempore do Mercosul.

“Estamos surpresos com a forma com a qual se pretende atropelar os acordos internacionais. As normas são muito claras, a presidência pro tempore corresponde por direito à Venezuela”, disse Delcy por meio de uma declaração da chancelaria.

Ela fez um “chamado ao senso comum” dos governos e povos da região e assegurou que a Venezuela sabe “que existem forças econômicas interessadas em implodir” o Mercosul.

Reação. Ainda nesta sexta-feira, Delcy qualificou de “exageradas” as afirmações do secretário de Estado americano, John Kerry, sobre o processo de diálogo e o referendo que se tenta promover no país, informou a chancelaria venezuelana.

“A República Bolivariana da Venezuela rechaça as exageradas e desrespeitosas declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry”, indicou a chanceler em nota. Ela afirmou que Kerry está fazendo um “tour antibolivariano” pela chamada “tríplice aliança”.

Em sua visita pela América do Sul, o americano estaria “ditando ordens à tríplice aliança para atacar a Venezuela”. Nesse sentido, a chanceler disse que existe uma “preocupação mundial” com “o intervencionismo do governo americano na vida dos países, assim como uma violação do direito internacional”.

Em visita oficial à Argentina, Kerry disse na quinta-feira que os Estados Unidos trabalham para facilitar o restabelecimento da democracia na Venezuela. O americano se disse extremamente preocupado "pelo pouco desejo da Venezuela de escutar as necessidades de seu povo" e fez uma recomendação ao governo de Nicolás Maduro.

"Aconselhamos a Venezuela a não atrasar o referendo revogatório até o próximo ano. Esperamos que tome medidas que respeitem a Constituição do país e escute o pedido de seu povo. Estamos tentando melhorar a situação. Falamos bastante sobre esse tema hoje. Queremos facilitar uma restauração da democracia e dos direitos do povo." / EFE

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