EFE/Carlota Ciudad
EFE/Carlota Ciudad

Ministra venezuelana alega ter sido agredida na chancelaria argentina

Delcy Rodríguez afirmou que ação foi ‘vingança pessoal’ de Maurício Macri; ela foi a Buenos Aires participar de um encontro com chanceleres do Mercosul para o qual não havia sido convidada

O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2016 | 09h19

BUENOS AIRES - A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou na quarta-feira em Buenos Aires que foi agredida por um policial em sua chegada à chancelaria argentina e por um funcionário no interior do edifício. Ela garantiu que se trata de "uma vingança pessoal" do presidente da Argentina, Mauricio Macri.

A afirmação faz referência a um desencontro que aconteceu entre o Macri e Delcy na cúpula do Mercosul organizada em dezembro de 2015 na capital do Paraguai. Durante o evento em Assunção, primeira reunião internacional de Macri como presidente, ele pediu a libertação de "políticos presos" venezuelanos, ao que a chanceler venezuelana, que representava o presidente Nicolás Maduro na reunião, respondeu acusando-lhe de ingerência e de ter uma "dupla moral".

Em entrevista à imprensa com o braço imobilizado, a ministra venezuelana relatou nesta quinta-feira que a agrediram em "termos muito extremos" quando ela se postou em frente à polícia. "Frente aos escudos levantei as mãos e disse 'sou a chanceler da Venezuela'. Nesse momento não me dei conta e um policial me bateu da mesma forma que no resto da minha delegação", contou Delcy, acrescentando que, quando tentou depois entrar na sala onde se encontravam reunidos os chanceleres de Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, um funcionário a pegou pelo braço e a "sacudiu".

Quando questionada sobre sua possível lesão, a ministra venezuelana explicou que foi um médico quem decidiu imobilizá-la e, "nas próximas horas", quando "cumprir o compromisso", tirará radiografias.

A ministra das Relações Exteriores da Venezuela se apresentou em Buenos Aires para participar de um encontro dos chanceleres do bloco do Mercosul para o qual não tinha havia convidada.

A Venezuela, que em 2012 aderiu oficialmente ao grupo, foi afastada no início de dezembro do bloco regional por supostamente não ter cumprido o Protocolo de Adesão, uma decisão que o governo de Maduro rejeitou por considerá-la "ilegal". / EFE

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