AFP PHOTO / MANDEL NGAN
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Chanceler venezuelana qualifica resolução conciliadora da OEA como ‘vitória’

Os 34 países da Organização dos Estados Americanos aprovaram uma declaração de apoio ao processo de diálogo que o governo de Maduro pretende iniciar com seus opositores

O Estado de S. Paulo

02 Junho 2016 | 08h38

CARACAS - A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, qualificou na quarta-feira como uma "vitória" a resolução conciliadora da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre seu país, alternativa ao processo de aplicação da Carta Democrática acionado na terça-feira pela Secretaria-Geral da organização internacional.

"A Venezuela obteve uma vitória na OEA ao convocar o Conselho Permanente para uma declaração de apoio ao diálogo, à Constituição e à paz", disse a chanceler em sua conta no Twitter.

A conquista mencionada pela funcionária venezuelana se refere a um texto aprovado pelos 34 países da OEA, no qual eles assinam uma declaração de apoio ao processo de diálogo que o governo do presidente Nicolás Maduro pretende iniciar com seus opositores, apoiado pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

A declaração foi aprovada em uma sessão extraordinária da OEA convocada como alternativa à Carta Democrática invocada pelo secretário-geral da organização, o uruguaio Luis Almagro, em uma ação que desagradou ao governo venezuelano.

"Agradecemos aos países da região que respaldam o estado de direito na Venezuela, sua plena soberania e a democracia constitucional", afirmou a chanceler.

Além disso, Delcy lamentou a posição do Paraguai que, segundo ela, "se afastou do consenso em apoio ao diálogo", que é acompanhado pela Unasul e pelos ex-presidentes da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero; do Panamá, Martín Torrijos; e da República Dominicana, Leonel Fernández.

"Em qualquer cenário internacional defenderemos esta pátria com a força invencível de nosso povo! O amor pela Pátria vencerá!", disse a ministra em outra mensagem.

A declaração aprovada pela OEA foi negociada em uma sessão de dez horas. Após um recesso de três horas, a Venezuela aderiu ao texto - com algumas mudanças de pouca relevância - que vinha sendo negociado por mais de 20 Estados, sob a liderança da Argentina, durante uma semana.

Almagro não compareceu à reunião para deixar claro que a iniciativa é distinta da sua e, em seu lugar, esteve presente seu chefe de gabinete, Gonzalo Koncke, a quem o presidente do Conselho Permanente, o embaixador argentino Juan José Arcuri, negou a palavra ao término da reunião. /EFE

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