Chanceleres criam grupo para Honduras voltar à OEA

Comissão será nomeada pelo secretário-geral o órgão e já começa a trabalhar na segunda

Agência Estado e Associated Press

08 de junho de 2010 | 13h34

LIMA - A Organização dos Estados Americanos (OEA) criará uma comissão especial que vai elaborar propostas a fim de abrir caminho para Honduras retornar à entidade, disse um alto funcionário da OEA, em Lima. A formação do grupo começará a ser discutida na próxima segunda-feira, em Washington, onde fica a sede da OEA, afirmou nesta terça-feira, 8, o secretário-geral adjunto da organização, Albert R. Ramdin.

O secretário-geral do órgão, Miguel José Insulza, ficou encarregado de designar os membros da comissão. Ele, porém, não deu maiores detalhes sobre a comissão, embora tenha confirmado o início dos trabalhos para segunda-feira.

 

No passado, Insulza criava esse tipo de comissão com os próprios membros da OEA - como embaixadores e diplomatas - e da atividade privada internacional - como ex-chanceleres ou diplomatas de sua confiança.

 

Para criar a comissão, os chanceleres latino-americanos reunidos em Lima consideraram que "é necessário que os países membros contem com maior informação sobre o estado do processo político hondurenho".

 

O acordo para facilitar o retorno de Honduras à OEA foi concretizado em reuniões privadas entre os diplomatas, logo depois que vários deles afirmaram que a suspensão afetava mais os hondurenhos que a classe política.

Honduras está suspensa da OEA desde 4 de julho, por causa do golpe de Estado que derrubou o presidente Manuel Zelaya no ano passado. O acordo para o estabelecimento da comissão foi fechado em reuniões entre os chanceleres e diplomatas dos países da OEA, durante a assembleia anual da entidade, realizada na capital peruana.

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