Juan Manuel Herrera/OEA
Juan Manuel Herrera/OEA

Chanceleres da OEA discutirão dois projetos de declaração sobre Venezuela

Propostas pedem que governo venezuelano desista de convocar uma Assembleia Constituinte, adote calendário eleitoral, acabe com a violência e a detenção de opositores, solte presos por razões políticas e aceite ajuda humanitária

O Estado de S.Paulo

30 Maio 2017 | 14h58

WASHINGTON - Os chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) realizarão na quarta-feira uma tensa reunião de consulta em Washington sobre a situação na Venezuela ao mesmo tempo em que a oposição mantém os protestos nas ruas contra o governo de Nicolás Maduro.

O objetivo da reunião de alto nível é discutir a crise que paralisa o país caribenho - detentor das maiores reservas conhecidas de petróleo - em um cenário marcado por manifestações massivas que já duram mais de dois meses e deixaram, até agora, um saldo de 60 mortos.

O discussão entre os chanceleres ocorrerá, no entanto, sem a presença da Venezuela já que o país iniciou em 28 de abril o processo formal de saída da OEA e, desde então, deixou vazia sua cadeira nas discussões no organismo.

Nesta terça-feira, dois projetos de declaração já tinham sido protocolados na OEA para serem discutidos pelos ministros: um apresentado pela delegação de Peru, Canadá, EUA, México e Panamá e outro protocolado pela delegação de Antígua e Barbuda.

De forma geral, os dois projetos de declaração pedem que governo venezuelano desista de sua iniciativa de convocar uma Assembleia Constituinte para redigir uma nova Constituição para o país. Os textos também pedem a adoção de um calendário eleitoral, o fim da violência e o fim das prisões arbitrárias, a libertação das pessoas detidas por razões políticas e a aceitação de assistência humanitária pelo país.

A proposta de Antígua e Barbuda sugere ainda o estabelecimento de um "Grupo de Contato para facilitar e mediar um novo processo de diálogo e negociação entre as partes na Venezuela". "O grupo seria formado por pessoas aceitáveis para o governo e para a Assembleia Nacional, provenientes do Hemisfério e de outras regiões", diz o texto da declaração. / AFP

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