Yves Logghe / AP
Yves Logghe / AP

Chanceleres da Rússia e Ucrânia se reúnem em Haia e discutem crise

Foi o primeiro encontro entre os dois ministros desde a deposição do presidente Viktor Yanukovich

O Estado de S. Paulo,

24 de março de 2014 | 16h02

HAIA, Holanda - Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da Ucrânia se encontraram pela primeira vez para discutir a crise entre os dois países. O chanceler russo Sergei Lavrov confirmou a informação nesta segunda depois de se reunir com o ucraniano Andrei Deshchytsia em uma Cúpula de Segurança Internacional.

Veja também:
link Cronologia: os protestos na Ucrânia
link Reunião do G-7 sobre a Crimeia ofusca cúpula nuclear em Haia
link Infográfico: Raízes do conflito
link Siga-nos no Twitter
link Curta nossa página no Facebook 

 A reunião foi o primeiro encontro entre os dois ministros desde a deposição do presidente ucraniano pró-russo  Viktor Yanukovich e anexação da Crimeia pela Rússia no mês passado.

Lavrov também disse que Moscou está preocupada com a intenção do Ocidente de ignorar a reunião do G-8 que a Rússia estava prestes a sediar, em Sochi.

O chanceler afirmou também que o formato do G-8 tem sido útil para discutir crises globais, como o impasse nuclear do Irã ou a guerra civil síria, mas que a Rússia "não será presa a este formato".

Mais cedo, o governo da Ucrânia informou ter retirado  suas forças da Península da Crimeia, anexada pela Rússia na semana passada, diante da pressão dos militares do país vizinho. "O Conselho de Defesa e Segurança Nacional instruiu o Ministério da Defesa a realocar as unidades militares na Crimeia e promover a retirada de suas famílias", disse.

Haia. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desembarcou na Europa nesta segunda-feira para uma viagem de uma semana na tentativa de discutir a crise na Ucrânia e anunciar novas sanções contra a Rússia. A primeira parada do presidente norte-americana foi no Rijksmuseum, em Amsterdã, para um encontro informal com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte.

Assim como outros representantes europeus, Rutte tem demonstrado preocupações sobre o movimento das tropas russas ao longo da fronteira oeste, com a Ucrânia. "Estamos unidos em impor um custo para a Rússia sobre suas ações até agora", disse Obama após a reunião.

China. Na mesma ocasião, o presidente chinês, Xi Jinping, levantou questionamentos sobre a espionagem cibernética dos Estados Unidos em sua conversa com Obama, disse o vice-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, a jornalistas.

"O que o presidente Obama deixou claro para ele é que...os Estados Unidos não se envolvem em espionagem para obter uma vantagem comercial. Nós não compartilhamos informações com as nossas empresas", disse Rhodes. Ele afirmou que Obama pediu cooperação sobre o tema. / AP

Interseção: Rússia planeja restaurar sua influência geopolítica; assista

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.