AFP PHOTO / RODRIGO BUENDIA
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Chanceleres tentarão encontro de presidentes após reunião em Quito

As ministras se reuniram para tentar aproximar posições sobre a crise surgida na fronteira comum de seus países no dia 19

O Estado de S. Paulo

13 Setembro 2015 | 17h46

QUITO - As chanceleres da Colômbia, María Ángela Holguín, e da Venezuela, Delcy Rodríguez, consultarão os presidentes de seus países sobre os avanços que fizeram na reunião de sábado para preparar um encontro entre os líderes. Ao término da reunião, realizada em Quito, o chanceler do Equador, Ricardo Patiño, fez o anúncio em uma declaração à imprensa sem dar detalhes sobre tais avanços.

As ministras se reuniram para tentar aproximar posições sobre a crise surgida na fronteira comum de seus países no dia 19, quando o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, decretou o fechamento da principal passagem fronteiriça, ao que seguiu a expulsão de colombianos.

Patiño e o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, acompanharam as chanceleres na reunião. Seus países ocupam, respectivamente, a presidência rotativa da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). O ministro equatoriano declarou que todos continuarão trabalhando nos próximos dias.

Após o encontro de mais de quatro horas, os quatro ministros falaram com a imprensa e leram a breve declaração. Em seguida, o chefe da diplomacia equatoriana expressou o “desejo” de todos eles que “este início das conversas possa frutificar e chegar à realização de uma próxima reunião presidencial”.

“Estamos muito contentes que hoje (sábado) tenha acontecido esta reunião e esperamos que os resultados sejam promissores para o futuro dos dois países irmãos”, concluiu Patiño no pronunciamento no qual não foram admitidas perguntas dos jornalistas.

Antes da reunião, Rafael Correa, presidente do Equador, país anfitrião, mostrou esperança de que a conversa entre as duas chanceleres em Quito fosse o “episódio definitivo para superar este lamentável conflito que surgiu entre Venezuela e Colômbia”.

O encontro foi o segundo entra as chanceleres desde o início da crise. Na primeira reunião, realizada na cidade caribenha de Cartagena, no dia 26, as ministras não entraram em acordo sobre assuntos substanciais para a reabertura da fronteira e, segundo revelou María Ángela, tal encontro foi marcado pela tensão.

Mais de 21 mil colombianos foram expulsos ou deixaram a Venezuela desde no início da atual, revelou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários. / EFE

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