Chapéu de duas pontas de Napoleão é leiloado em Paris

Chapéu de duas pontas de Napoleão é leiloado em Paris

Comprador foi o sul-coreano T.K. Lee, proprietário de uma rede de empresas alimentícias, que fez a oferta mais alta

O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2014 | 15h02



PARIS - Um chapéu de duas pontas que pertenceu a Napoleão Bonaparte foi vendido neste domingo por um preço recorde de € 1,89 milhão (cerca de R$ 6,15 milhões), em um leilão de móveis e utensílios do imperador, realizado em Fontaineblue, nos arredores de Paris.

O comprador foi o sul-coreano T.K. Lee, proprietário de uma rede de empresas alimentícias, que fez a oferta mais alta pelo objeto, superando uma jovem chinesa.

Embora fossem esperadas ofertas acima do preço inicial de € 400 mil (R$ 1,3 milhão), o lance de € 1,88 milhão superou todos os prognósticos da Casa de Osenat, que já tinha alertado na sexta-feira que a proposta poderia ser milionária por causa da grande expectativa despertada na França.

"Napoleão foi um pioneiro, um visionário. Por isso, queremos expor esse chapéu em nossa empresa", disse Lee aos jornalistas após a confirmação da compra.

O chapéu não foi o único objeto adquirido pelo sul-coreano, que também pagou 706 mil euros (R$ 2,3 milhões) por um busto de Napoleão, avaliado em € 200 mil (R$ 650 mil).

Em 15 anos de reinado, Napoleão usou 120 chapéus, quase todos fabricados pela casa Poupard, de Paris, segundo o espacialista do leilão, Jean-Claude Dey. Desses, 19 foram encontrados. Boa parte está em coleções de franceses.

As peças leiloadas no fim de semana vieram do palácio de Mônaco, e faziam parte da coleção do príncipe Louis II, avô do atual soberano do principado, Albert. Ele está se desfazendo dos itens para fazer um museu dedicado a sua mãe, a princesa Grace.

A casa Osenat leiloou insígnias, medalhas, documentos, chaves raras, cartas, pequenas e grandes águias, retratos de Napoleão, anéis, soldados de chumbo. Entre os objetos estava também uma tabaqueira que pertenceu ao czar Alexandre II da Rússia e uma camisa de seda usada pelo imperador em Santa Helena, ilha no meio do Atlântico onde ele morreu expatriado em 1821, após ser derrotado na batalha de Waterloo em 1815. / AFP e EFE 

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