Charles anuncia sindicância para apurar escândalos

Sob intensa pressão dos súditos e da imprensa, o príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, decidiu hoje abrir uma sindicância interna em seu Palácio de St. James sobre os relatos de escândalos feitos pelo ex-mordomo da falecida princesa Diana, Paul Burrell, e alegações de violação de seu camareiro por um assessor homossexual.O inquérito ficará a cargo do secretário particular do príncipe, sir Michael Peat. Isso frustrou os britânicos e a imprensa, que esperavam uma investigação independente. "O príncipe de Gales me pediu para levar adiante esse inquérito sem temores nem favores", resumiu sir Michael.Os esforços feitos pelo Palácio St. James para manter em segredo o nome do assessor de Charles, acusado de violar o camareiro, parecem não estar dando resultados, principalmente depois que o jornal italiano La Repubblica revelou a identidade da vítima: George Smith, de 42 anos.Tendo o cuidado de não se identificar, o ex-assessor rompeu seu silêncio no fim de semana em uma declaração redigida por seus advogados, para desmentir vigorosamente as alegações e condenar seu acusador como uma pessoa "não-confiável".Smith renunciou ao seu direito de anonimato e alegou ter sido atacado em duas ocasiões - uma em 1989 e outra em 1995. Ele foi identificado pelos advogados do ex-assessor como pessoa "não-confiável e alcoólica, cuja história difere substancial e significativamente da que ele contou à polícia no ano passado".De forma intrigante, Smith também afirmou que havia visto um membro não identificado da família real numa posição comprometedora, com um funcionário do palácio.Enquanto isso, Burrell iniciava hoje uma série de entrevistas em programas de conversas nos Estados Unidos.

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