Charles lidera últimas homenagens à rainha-mãe

O príncipe Charles, da Grã-Bretanha, e milhares de anônimos cidadãos britânicos prestaram, nesta segunda-feira, homenagens à rainha-mãe, morta no último sábado, aos 101 anos, em cuja honra foi declarado luto oficial até o dia 9, quando será realizado seu funeral, na Abadia de Westminster.Em discurso na TV, gravado em sua residência de campo em Highgrove (oeste da Inglaterra), o herdeiro do trono britânico lembrou "a mais maravilhosa avó que se pode ter": "Para mim, ela era tudo, e eu temia esse momento. (...) De certo modo, nunca pensei que pudesse desaparecer", pois "ela parecia maravilhosamente eterna", declarou o príncipe Charles, vestindo terno e gravata pretos."Desde criança eu a adorava. Ela foi simplesmente a avó mais mágica que se pode ter, e fui muito devotado a ela", acrescentou Charles, o neto favorito da rainha-mãe.Esta é a segunda vez que o herdeiro do trono faz um discurso, em nome da família real, após um falecimento. A outra vez foi em 9 de fevereiro, após a morte de sua tia, a princesa Margaret, filha mais nova da rainha-mãe.As bandeiras ondeavam a meio pau e salvas de canhão foram ouvidas nesta segunda-feira por toda a Grã-Bretanha e na colônia britânica de Gibraltar, e centenas de pessoas se reuniram diante das residências reais de Londres e perto de Windsor para depositar flores e prestar tributos, enquanto livros de condolências eram assinados em uma modesta demonstração de pesar público.Os mais visitados foram o Palácio St. James e a adjacente Clarence House, residência da rainha-mãe em Londres desde a morte de seu marido, o rei George VI, em 1952. A rainha Elizabeth, de 75 anos, fez domingo sua primeira aparição pública após a morte da mãe.Vestida de negro, compareceu a um breve serviço religioso no final da tarde. Os quatro filhos da rainha Elizabeth, os dois filhos da princesa Margaret, os dois filhos do príncipe Charles e outros parentes próximos assistiram à cerimônia.A morte da rainha-mãe dominou os meios de comunicação britânicos, que, no entanto, não reproduziram as mesmas expressões de pesar popular após a súbita morte da princesa Diana, em 1997, quando milhares de pessoas se reuniram diante de sua residência em Londres para depositar um mar de flores.A rainha-mãe, o membro mais querido da família real, é recordada mais por sua valentia ao permanecer com a família em Londres durante os bombardeios alemães na 2ª Guerra Mundial. O corpo da rainha-mãe permanecia nesta segunda, na pequena Capela de Todos os Santos no Castelo de Windsor.Nesta terça, será trasladado ao Palácio St. James, no centro da capital britânica, e na sexta-feira será levado ao prédio do Parlamento britânico, onde permanecerá até a véspera do funeral, que será realizado na Abadia de Westminster, do outro lado da rua.Depois, o féretro será conduzido pelas ruas para um enterro privado no Castelo de Windson, ao lado dos restos do rei George VI. A rainha-mãe deixou uma herança considerável, principalmente para seus bisnetos. O patrimônio estimado deixado por ela é de US$ 85 milhões.Segundo o jornal Express, a rainha-mãe dispôs que os príncipes William, de 19 anos, e Harry, de 17 anos, filhos do príncipe Charles, recebam cerca de US$ 3,5 milhões ao cumprirem 21 anos. Quando completarem 40 anos, cada um receberá outros US$ 5,7 milhões.Seus outros bisnetos - dois filhos da princesa Anne e dois do príncipe Andrew - dividirão cerca de US$ 8,5 milhões. Os príncipes Charles e Andrew e a princesa Anne herdarão provavelmente objetos pessoais e obras de arte.

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