Yoan Valat/EFE
Yoan Valat/EFE

'Charlie Hebdo' já tinha sido alvo de ataques por caricaturas de Maomé

Ataque de hackers e incêndio estão entre os crimes contra a publicação, que recebia há anos proteção policial

O Estado de S. Paulo

07 de janeiro de 2015 | 12h24


 PARIS - A revista satírica Charlie Hebdo, alvo de um atentado que deixou pelo menos 12 mortos nesta quarta-feira,7, em Paris já tinha sofrido em seus quase 22 anos de existência outros ataques em razão da publicação de caricaturas de Maomé.

A revista, cuja a mera reprodução está proibida pelo Islã, também chegou a ser incendiada em novembro de 2011. Quando voltou às ruas, insistiu na linha editorial com uma capa em que um muçulmano e um desenhista se beijavam sob o título "O amor é mais forte que o ódio".

Leia Também

Acompanhe ao vivo

No interior da edição, carregada de críticas tanto ao fundamentalismo muçulmano como o cristão, o diretor da publicação, Charb, exigia no editorial o direito dos desenhistas e jornalistas da Charlie Hebdo  a fazer humor sobre o que quisessem.

Em 3 janeiro de 2013, o site da revista sofreu ataques de hackers, motivados pela publicação no dia anterior de um suplemento especial com uma biografia de Maomé em forma de história em quadrinhos.

Antes disso, o semanário levantou a ira dos islamitas por reproduzir outras caricaturas, originais do jornal dinamarquês Jyllands-Posten em setembro de 2005, nas quais o profeta vestia turbante-bomba com o pavio aceso.

Com uma linha ousada e irreverente, a Charlie Hebdo foi criada em 1992 pelo escritor e jornalista François Cavanna, morto em 29 de janeiro de 2014, aos 90 anos. O desenhista Charb assumiu então a publicação, dando sequência à linha editorial considerada ofensiva pelos muçulmanos. 

No Islã, a mera representação gráfica do profeta é considerada uma ofensa. A divulgação das caricaturas suscitou um intenso debate na França sobre a liberdade de imprensa no país. / EFE

Tudo o que sabemos sobre:
Charlie HebdoFrançaterrorismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.