Kate Middleton/Reuters
Kate Middleton/Reuters

Charlotte se torna primeira princesa a não perder lugar na fila para o trono britânico

Filha de William e Kate foi beneficiada por mudança aprovada em 2013 na lei de sucessão, que passou a considerar apenas a data de nascimento e não mais o gênero para determinar ordem dos postulantes ao trono

O Estado de S.Paulo

23 Abril 2018 | 12h32

LONDRES - A princesa Charlote, segunda filha dos Duques de Cambridge, William e Kate, se tornou a primeira herdeira mulher da história da realeza britânica a não perder seu lugar na fila ao trono britânico depois do nascimento de novo bebê real nesta segunda-feira, 23, graças a mudança das regras da monarquia aprovada em 2013.

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Chamada de Lei de sucessão à coroa 2013, a regra determina que a ordem de chegada ao trono para todos os nascidos a partir de 28 de outubro de 2011 é definida unicamente pela ordem de nascimento, independente do gênero. Até então, um herdeiro do sexo masculino passava a frente de uma irmã mais velha na linha de sucessão.

A lei foi aprovada pelo Parlamento britânico em abril de 2013, poucos meses antes de Kate dar à luz a George, primeiro filho do casal. Desta forma, Charlotte continuou sendo a quarta na linha sucessória e o novo bebê, um menino cujo nome ainda não foi divulgado, o quinto. O irmão mais novo de William, Harry, agora é o sexto (veja a linha completa abaixo).

Tradições

Apesar de o nascimento do bebê real ter este aspecto moderno e histórico - como a imagem representada por William e Kate -, seus pais seguiram um protocolo que obedeceu outras tradições ancestrais da família real britânica.

Assim, a rainha, o primeiro círculo da família real e os pais de Kate foram os primeiros a serem informados do nascimento do menino, imediatamente após Kate dar à luz. Apenas depois disso que os súditos de Sua Majestade ficaram sabendo da notícia por meio de uma mensagem publicada no Twitter, de um comunicado à imprensa, e com a proclamação assinada pelos médicos reais e exposta no pátio do Palácio de Buckingham.  

Outro aspecto tradicional que os Duques de Cambridge repetiram para celebrar a boa notícia foi o disparado de salvas de canhão em Londres e a ordem para que a Union Jack - a bandeira nacional do Reino Unido - seja içada em todos os edifícios oficiais.

Por fim, o bebê será batizado pela Igreja anglicana. George, por exemplo, foi batizado pelo arcebispo de Canterbury, na capela real do palácio de St. James, com águas do rio Jordão - onde Jesus foi batizado por João Batista, segundo o Evangelho -, vertida sobre a mesma pia de prata esculpida com ninfeias, utilizada há várias gerações pela família real - e os bebês reais costumam ter cerca de seis padrinhos. / COM AFP

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