Chávez admite imposição de lei marcial

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que poderá considerar a imposição da lei marcial para controlar a crise no país, depois que duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, durante uma marcha convocada pela oposição. Os simpatizantes de Chávez também planejam realizar uma marcha neste sábado em defesa da companhia estatal de petróleo, que entrou em sua quinta semana de greve, paralisando a indústria petrolífera e forçando o governo a importar gasolilna."Eu tenho que proteger o povo. Eu tenho que defender a ordem pública", disse Chávez. "Se eles me forçarem (a decretar a lei marcial), eu terei de fazê-lo", disse. Mas segundo ele, ?até agora, apesar de tudo que está acontecendo, não foi preciso aplicar medidas de exceção". Chávez fez essas declarações depois de se reunir com César Gaviria, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), que tenta negociar uma saída para o impasse entre governo e oposição na Venezuela.Os protestos dos que são contra o governo têm sido diários desde que a oposição declarou greve geral, em 2 de dezembro, na tentativa de afastar Chávez do poder. A marcha de sexta-feira derivou para o confronto depois que a Guarda Nacional lançou gás lacrimogêneo e balas de borracha contra centenas de simpatizantes de Chávez, que estavam atirando pedras nas forças de segurança, enquanto esperavam os manifestantes oposicionistas se aproximarem de um parque à entrada de uma base militar.

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