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Chávez admite que deverá fazer rádio ou quimioterapia

Segundo venezuelano, tratamento fará parte da ''terceira etapa'' de sua recuperação, para ''blindar'' o corpo das células malignas

, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2011 | 00h00

CARACAS

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou ontem que deverá se submeter à quimioterapia ou radioterapia para tratar o câncer que o obrigou a ficar internado em Cuba no mês passado. Em um telefonema à TV estatal da Venezuela, o líder afirmou que esses procedimentos poderão ser aplicados em uma "terceira" fase de seu tratamento contra a doença.

"Depois da extração do tumor (em Havana), houve um ótimo nível de recuperação (...). Vamos entrar com tudo na segunda etapa e, talvez, em uma terceira (fase) que, muito provavelmente, requererá a aplicação de métodos como radioterapia e quimioterapia, para blindar o corpo dessas células malignas que (o) ameaçam", disse.

Chávez afirmou que ontem deveria se encontrar com o "Estado-maior médico" para saber exatamente como está sua saúde "órgão a órgão". "Dizem que tenho o cólon picado em quatro pedaços, o estômago picado... Não tenho nada disso. E creio que (os opositores ao chavismo) tenham se convencido pelas (minhas) atividades durante essa etapa. É um câncer, mas não (grave) como alguns gostariam (que fosse)."

O venezuelano disse que, como sua recuperação ainda não está totalmente definida, ele não tem o dever de dar mais detalhes sobre seu estado de saúde. Desde que admitiu ter câncer, Chávez não disse exatamente qual órgão foi afetado pela doença.

Chávez afirmou não se considerar imprescindível e disse que ainda tem muito o que fazer pela Venezuela e a "revolução". Afirmou também que tem aprendido a "delegar" e deixar que seus ministros atuem de maneira mais independente. "Não me considero imprescindível. Aqui há um processo desencadeado e cada um exerce seu papel."

O presidente afirmou que perdeu 14 quilos. "Eu estava me matando: comia de tudo; estava pesado como um tanque; andava com três telefones; via algo pela televisão e telefonava para ministros (...); as pessoas me davam bilhetinhos pedindo coisas. Era uma angústia permanente, que não me deixava nem respirar. E a culpa era minha", afirmou, repetindo que segue à risca todas as recomendações médicas.

Relações exteriores. O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou ontem que Caracas está planejando com os governos da região uma nova data para a cúpula da Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Celac), que teria ocorrido no dia 5 em Isla Margarita, mas acabou adiada por causa da saúde de Chávez. / AFP e REUTERS

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