Chávez amplia rigor de controle do câmbio

Governo venezuelano anuncia novas regras para a cotação da moeda estrangeira e busca neutralizar a ação das transações no mercado negro

Afp e Reuters, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2010 | 00h00

CARACAS

A Venezuela fixou ontem as novas regras de fluxo cambial, numa tentativa do presidente Hugo Chávez de controlar a alta do dólar. A medida prevê a substituição do mercado não regulamentado, de flutuação livre, por um sistema supervisionado pelo banco central em que uma faixa de preço será fixada.

A publicação no Diário Oficial é um passo prévio para o lançamento de títulos, pelos quais o Banco Central da Venezuela determinará a cotação do dólar de acordo com a compra e venda dós papéis, em vez de permitir vendas diretas do bolívar forte no mercado local em troca de moeda estrangeira.

Não está claro quando o novo sistema entrará em operação. O mercado está suspenso há mais de duas semanas, deixando muitas companhias incapazes de obter os dólares necessários para pagar fornecedores. A faixa de negociação, que está prevista para ficar próxima da oficial fixada pelo governo, de 4,3 bolívares por US$ 1, será publicada diariamente. Os bancos e outras instituições negociadoras serão obrigados a dar detalhes de cada negociação ao banco central.

Chávez ordenou a intervenção no câmbio em maio, após o dólar atingir altas históricas de mais de 7 bolívares por US$ 1 no mercado negro. Ele acusa as casas de câmbio de especulação e lavagem de "narcodólares", desvalorizando artificialmente a moeda para desestabilizar o governo. /

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