Chávez anuncia encomenda de foguetes russos

Armas têm alcance de 300 km e não falham, afirma o presidente

AFP, O Estadao de S.Paulo

13 de setembro de 2009 | 00h00

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou em ato público, na noite de sexta-feira, a compra de foguetes russos de médio alcance para reforçar as bases militares do país.

De acordo com ele, os "foguetinhos" do leste europeu vão chegar em breve à nação em crise econômica. "E sabem qual distância eles alcançam? Cerca de 300 quilômetros e não falham", ressaltou.

O venezuelano não esclareceu se a compra foi feita em sua última visita a Moscou, mas garantiu que os acordos militares assinados entre a Venezuela e outros países não visam a atacar ninguém: "São instrumentos de defesa, porque vamos defender o país de qualquer ameaça", disse para centenas de pessoas reunidas diante do Palácio de Miraflores, em Caracas.

No mês de julho, durante a visita do vice-premier russo Igor Sechin à capital venezuelana, os dois países assinaram um termo para ampliar e dar maior planejamento ao intercâmbio militar bilateral.

Os novos foguetes, contudo, não representam os primeiros negócios de Chávez com os russos. Recentemente, o líder revelou ter acertado a compra de cem tanques do tipo BMP3, MPR e T-72, destinados principalmente a proteger a fronteira com a Colômbia. Há dois meses, a Venezuela congelou suas relações com o vizinho latino, após Bogotá ter permitido o uso de bases colombianas por parte de tropas militares norte-americanas para o combate de traficantes de drogas e guerrilhas esquerdistas.

Entre 2005 e 2007, o presidente venezuelano também firmou acordos para a compra de armas russas, num total de US$ 4,4 bilhões. Nesse período, a Rússia vendeu à Venezuela 24 caças Sukhoi-30, 50 helicópteros de combate e 100 mil fuzis de assalto Kalashnikov.

O dinheiro para o reforço do armamento venezuelano sai do petróleo. Segundo o presidente, o país será o primeiro do mundo em reservas de gás natural, graças a recentes descobertas no Golfo de Maracaibo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.