Chávez anuncia queda de 6,7% no orçamento para 2009

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou, há pouco, que reduzirá o orçamento deste ano em 6,7%, para 156,4 bilhões de bolívares (US$ 72,7 bilhões). A medida faz parte de um ajuste do governo para os planos de gastos do Estado, em função do colapso dos preços do petróleo e da retração na economia global.

AE-DJ, Agencia Estado

21 de março de 2009 | 21h22

A Venezuela também reduzirá sua projeção de preço para o barril de petróleo de US$ 60 para US$ 40, valor usado para calcular o orçamento do governo no país.

As medidas são destinadas "a confrontar a grande ameaça que surgiu do modelo econômico defendido pela burguesia nacional", disse Chávez antes de divulgar as medidas, neste sábado, em pronunciamento feito em cadeia nacional. Ele defendeu firmemente seu governo, inspirado na agência socialista, e prometeu que o plano irá "proteger todas as nossas conquistas".

Chávez disse que agora os preços do petróleo se estabilizaram, mas insistiu que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) fará o que for necessário para prevenir nova queda de preços. "Acredito que conseguimos limitar a queda dos preços do petróleo", disse Chávez durante o anúncio. Ele reafirmou que a Venezuela tem importante papel neste cartel.

A Venezuela vem enfrentando sérias dificuldades desde que os preços do petróleo despencaram no ano passado, cortando pela metade seu faturamento. A commodity é a principal fonte de recurso estrangeiro do país.

O presidente também anunciou que irá aumentar o imposto sobre valor agregado (IVA) de 9% para 12%. Além disso, o governo vai praticamente triplicar a dívida doméstica como forma de compensar a queda dos preços do petróleo, que provocou um aperto nas finanças do governo. A dívida interna deverá atingir 34 bilhões de bolívares (US$ 15,8 bilhões), ante os 12 bilhões de bolívares inicialmente previstos.

Chávez descartou a desvalorização da moeda, atualmente cotada em torno de 2,15 bolívares para cada dólar. Ele também afirmou que não irá aumentar o preço da gasolina, que está entre as mais baratas do mundo.

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