Chávez assina pactos com Moscou

Venezuelano firma, na Rússia, acordos militar e energético

AFP, AP e Efe, CARACAS, O Estadao de S.Paulo

10 de setembro de 2009 | 00h00

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou ontem à Rússia para assinar uma série de acordos de cooperação energética e militar entre os dois países. "Preparamos um pacote com dez acordos nas áreas financeira, política, energética e militar, além de projetos de infraestrutura", disse Serguei Prikhodko, assessor de Política Externa do Kremlin.

Chávez deve se reunir hoje com o presidente russo, Dmitri Medvedev, e com o premiê, Vladimir Putin.

Segundo a imprensa russa, o líder venezuelano quer discutir a aquisição de submarinos elétricos e a diesel, sistemas de defesa antiaérea Tor-M1 (os mesmos que Teerã comprou há cerca de quatro anos), e tanques russos T-72 e T-90. Mas a informação não foi confirmada pela porta-voz de Medvedev, Nataliya Timakova.

Na área de energia, um projeto prevê uma parceria entre um consórcio de empresas russas que inclui a Lukoil e a petrolífera estatal venezuelana PDVSA para a exploração de um campo na Faixa do Rio Orinoco, na Venezuela. O projeto seria apoiado pelo Kremlin por meio da criação de um banco russo-venezuelano, que financiaria a compra de equipamentos. "Esperamos que a parceria comece a funcionar antes do final deste ano", disse o vice-primeiro-ministro russo, Igor Sechin, no Fórum de Negócios Rússia-Venezuela, em Moscou. Para Sechin, a estimativa é a de que sejam investidos US$ 30 bilhões em 25 anos no Orinoco. Nos últimos anos, a Venezuela tornou-se um dos principais clientes da indústria armamentista russa.

Desde 2005, Caracas comprometeu-se a comprar um total de US$ 4,4 bilhões em equipamentos militares dos russos. O negócio inclui a aquisição de 50 helicópteros, 20 caças Sukhoi-30MK2, e 100 mil fuzis Kalashnikov.

Além disso, as Forças Armadas dos dois países fizeram exercícios conjuntos no Mar do Caribe no ano passado. Há um ano, Putin prometeu ao líder venezuelano novas remessas de armamento e um empréstimo de US$ 1 bilhão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.