Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Chávez assume controle de portos

Presidente venezuelano manda Exército tomar portos e aeroportos de três Estados governados pela oposição

Reuters, AP e AFP, CARACAS, O Estadao de S.Paulo

16 de março de 2009 | 00h00

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, determinou ontem que o Exército assuma o controle dos portos e aeroportos do país, em uma medida que aumenta a centralização e enfraquece os governos locais de oposição. Ele afirmou ter dado ordens para navios da Marinha tomarem o controle de Maracaibo e Porto Cabello, o mais movimentado do país, ainda esta semana. Os três principais portos venezuelanos ficam em Estados controlados por governadores oposicionistas - Carabobo, Zulia e Nova Esparta. Chávez ameaçou prender quem tentar impedir a troca de comando. "O governador de Zulia (Pablo Pérez) disse que defenderá o porto de Maracaibo. Bom, acabará preso", afirmou em seu programa de rádio e TV semanal Alô, presidente. Segundo o presidente, os portos estão dominados por "máfias regionais" e narcotraficantes. "É um tema de segurança nacional", justificou . "Vamos recuperar os portos e aeroportos de toda a República, essa é a lei." Na semana passada, deputados leais a Chávez aprovaram uma reforma na Lei de Descentralização, dando ao Executivo o poder de retirar dos governos locais o controle de portos, aeroportos e estradas. Com a alteração, Estados e municípios não podem mais recolher impostos sobre meios de transporte. A oposição acusa o presidente de tentar asfixiar economicamente governadores e prefeitos contrários a ele.O governo central alega que portos e aeroportos têm "importância estratégica" para o país e diz que a oposição usa o domínio sobre eles para isolar Chávez e desmontar seus programa sociais. CENTRALIZAÇÃODesde as eleições regionais de novembro, quando a oposição venceu em cinco Estados importantes e no município de Caracas, Chávez iniciou esforços para aumentar a centralização do poder no país. Grupos chavistas chegaram a ocupar prédios e fazer manobras políticas para tentar impedir que os opositores assumissem os postos conquistados nas eleições. Após sua derrota parcial, Chávez passou a emitir uma série de decretos determinando a transferência do controle de hospitais, estádios e instituições policiais dos departamentos governados pela oposição para os Ministérios da Saúde, Esportes e Interior, respectivamente. Chávez também relançou sua campanha de nacionalização de setores considerados estratégicos, assumindo recentemente o controle de empresas de alimentos. Em fevereiro, conseguiu aprovação em referendo de uma mudança constitucional que possibilita reeleições ilimitadas. "O peixe grande quer engolir o peixinho", disse o opositor Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda, centro do país.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.