Chávez chega à Líbia para reunião sobre petróleo com Kadafi

O presidente venezuelano Hugo Chávez chegou à capital da Líbia nesta quarta-feira e foi recebido pelo coronel Muamar Kadafi, cujo regime autoritário foi removido pelos Estados Unidos da lista de países que patrocinam o terrorismo.Kadafi recebeu Chávez em um terminal VIP do aeroporto de Tripoli. Algumas das paredes do prédio tinham buracos de balas e parte do telhado de concreto estava quebrado, ambos danificados durante os ataques americanos há mais de duas décadas.Os dois líderes entraram em uma limusine e se dirigiram a uma tenda onde realizaram sua reunião. O carro que transportava os líderes foi protegido por pelo menos 20 seguranças.Um oficial venezuelano em Tripoli, falando sob condição de anonimato, disse à agência Associated Press que o presidente venezuelano pretendia se encontrar com Kadafi para discutir "programas sociais baseados em rendimentos de petróleo".Segundo ele, o mercado mundial de petróleo também estava na agenda de discussão dos líderes em preparação para a próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), no dia 1º de junho, em Caracas. A Líbia possui vastas reservas de petróleo e companhias americanas estão se apressando para ganhar o direito de explorá-las.Na segunda-feira, Washington anunciou que estava restaurando suas relações diplomáticas com o governo de Kadafi e simultaneamente removendo a Líbia da lista de países que patrocinam o terrorismo, segundo o Departamento de Estado.Embargo à Venezuela Por outro lado o governo americano anunciou na mesma segunda-feira um embargo à venda de armas à Venezuela. Chávez, que estava em Londres quando soube da notícia, disse que esta questão não é importante. Segundo ele, o governo não irá responder com medidas punitivas, como restrições a viagens. Os Estados Unidos impuseram o boicote alegando a falta de esforços por parte do governo de Chávez na luta contra o terrorismo, segundo o Departamento de Estado. No dia seguinte, o general Alberto Muller, um importante interlocutor de Chávez, disse ter recomendado ao ministério da Defesa a venda de 21 jatos de fabricação americana a outro país. Segundo Muller, valeria a pena considerar a "possibilidade de uma negociação com o Irã pela venda destes aviões".Contudo, o ministro da Defesa da Venezuela disse que não há planos imediatos para vender os jatos, apesar da disputa entre os dois países. Maniglia disse que a venda não está nos planos e que Chávez "não emitiu nenhuma ordem" sobre o que fazer com as aeronaves.A embaixada iraniana em Caracas disse que nenhum acordo envolvendo os jatos foi proposto. Maniglia também afirmou que os Estados Unidos violaram um contrato ao se recusarem a vender para a Venezuela peças de reposição para os jatos, mesmo depois de Caracas pagar por essas peças.

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