Chávez comanda à distância a festa do bicentenário

Na iminência de uma reforma de gabinete que deve dar indícios dos novos rumos do governo venezuelano, o convalescente presidente Hugo Chávez abriu ontem, do Palácio de Miraflores, a parada militar em comemoração do bicentenário da independência do país, no Paseo de los Próceres, em Caracas. O líder venezuelano acompanhou o desfile de dentro da sede do governo, de onde passou o dia fazendo comentários pela internet.

AE, Agência Estado

06 de julho de 2011 | 07h46

No discurso inicial, transmitido para um telão instalado no local do desfile, Chávez convocou seus partidários a prepararem-se desde já para o bicentenário da Batalha de Carabobo, que consolidou a separação da Venezuela da Espanha. Essa celebração ocorrerá em 24 de junho de 2021.

Chávez, de 56 anos, chegara na véspera de Cuba, onde havia se submetido a duas cirurgias para a retirada de tumores cancerígenos da "região pélvica". Em meio ao desfile de modernos tanques, helicópteros, caças e baterias de artilharia antiaérea, analistas políticos venezuelanos concentravam-se na expectativa da reunião do Conselho de Ministros - que se realizaria entre ontem à noite e hoje à tarde. Ela poderia dar nova face ao regime chavista.

Uma fonte diplomática que atua em Caracas afirmou à reportagem que Chávez ainda avaliava a possibilidade de expor-se a um desgaste político para encontrar artifícios jurídicos que permitiriam a ele nomear o irmão, Adán Chávez, para a vice-presidência. "Não há nenhum atalho constitucional que dê aval a essa nomeação", declarou a ex-presidente do Supremo Tribunal Venezuelano, Cecilia Sosa. "A Constituição proíbe expressamente a escolha de parentes para essa posição do Executivo."

Enquanto se dava como certa a saída de Elías Jaua da vice-presidência, um novo nome surgia com força para substituí-lo entre as especulações: o do atual chanceler, Nicolás Maduro. Outro que poderia voltar ao gabinete é o jornalista, ex-chanceler e ex-vice-presidente José Vicente Rangel, um intelectual respeitado na Venezuela e com mais trânsito político no campo da oposição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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