Chávez convida Obama a aderir ao socialismo

O presidente de Venezuela, Hugo Chávez, em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pela primeira vez em três anos, fez uma forte crítica ao capitalismo e disse que o socialismo será a "salvação" do planeta. Ele sugeriu que o presidente Barack Obama rejeitasse o capitalismo e aderisse ao socialismo. Para Chávez, o socialismo é a resposta para "o mundo que todos queremos".

AE, Agencia Estado

24 de setembro de 2009 | 18h51

Em discurso parecido a outros feitos nos últimos meses, Chávez repetiu as acusações de que o "império" dos Estados Unidos apoiou um recente golpe de Estado em Honduras. O golpe resultou no afastamento do presidente Manuel Zelaya.

Chávez elogiou o presidente dos Estados Unidos por seus discursos e pelo que alguns chamam de políticas socialistas do norte-americano. No entanto, o líder venezuelano também questionou o motivo da manutenção do embargo americano a Cuba e criticou Obama o plano de Obama para ampliar a presença de militares americanos em bases na vizinha Colômbia. O mandatário indicou ainda não estar seguro sobre as intenções de Obama. "Quem é você Obama? Obama I ou Obama II?" disse Chávez.

Socialismo

Desde que chegou ao poder há uma década, Chávez tem movido a Venezuela em direção ao que ele chama de "socialismo do Século 21". Ele nacionalizou grande parte do setor petrolífero da Venezuela e tomou o controle parcial do sistema bancário, da indústria e de outros segmentos da economia.

Chávez usou os minutos iniciais do discurso para falar do filme South of the Border (Ao Sul da Fronteira), do diretor Oliver Stone. O líder venezuelano disse ter visto o filme na noite anterior. "Eu aproveito essa oportunidade para dizer a vocês que ao sul da fronteira existe uma revolução em marcha", disse. "O mundo precisa vir e ver isso e tomar ação nela, aceitá-la como um fato da vida que não mudará. É uma revolução necessária que apenas crescerá com a passagem do tempo nos próximos meses e anos".

Chávez disse que embora algumas distribuidoras americanas de cinema e donos de salas se recusem a rodar o filme, ele será visto pelo público. "O filme será exibido. Nesta era da informação, os donos de cinemas não podem evitar que o conhecimento circule".

Chávez mencionou novamente o escritor americano de esquerda Noam Chomsky, já elogiado por ele em 2006. Chávez recomendou a leitura do livro de Chomsky, "The Fear of Democracy" (O Medo da Democracia).

As informações são da Dow Jones.

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