Chávez cria grupo de 'guardiãs' para velar por ele e sua revolução

Presidente toma o juramento de mais de 3 mil mulheres e pede a elas que estejam de guarda pelo socialismo

AFP e EFE, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

CARACAS

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, tomou ontem o juramento de um grupo de mulheres chamado "Guardiãs de Chávez" e exigiu que elas velem pelo avanço da "revolução" socialista que há 11 anos ele lidera no país.

O grupo foi formado às vésperas das eleições parlamentares do dia 26, qualificadas de cruciais por Chávez com o argumento de que somente a permanência da maioria governista na Assembleia Nacional garantirá o êxito do processo de mudanças socialistas.

Durante a cerimônia, transmitida pela TV estatal, o presidente advertiu o grupo, de mais de 3 mil mulheres, que ele deverá estar atento tanto ao "inimigo externo" quanto ao que está dentro das "fileiras da revolução", para alertar sobre as possíveis falhas dos programas oficiais.

"Vocês, minhas queridas ameigas, têm de estar de guarda pelo socialismo, de guarda pela revolução, pela administração do governo revolucionário. Vigilantes! Vigilantes! O grito a tempo de uma guardiã pode salvar a pátria", declarou o presidente.

"Chávez é igual a revolução socialista, isso é o que temos de lembrar. Vocês têm de ser guardiãs disso, pois minhas guardiãs, minhas de verdade, não vão poder ser tantas mulheres", disse o presidente durante a cerimônia, realizada em um teatro de Caracas. "Peço a vocês que estejam de guarda e de guarda permanente pelos interesses da pátria socialista, da pátria revolucionária (...) e que assumamos esta primeira batalha rumo ao dia 26, na qual não podemos nos descuidar de nenhum voto", concluiu Chávez.

Ao longo do discurso, o presidente e promotor do chamado "socialismo do século 21" reiterou estar certo de que seu partido e aliados vencerão as eleições parlamentares. Ele insiste que necessita de ao menos dois terços de deputados para levar adiante seu projeto político.

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