Chávez cria rede de farmácias populares estatais

O governo de Hugo Chávez criou na quarta-feira uma rede estatal de farmácias e prometeu impor limites às drogarias privadas. A medida, prevista desde o começo do mês, entrou em vigor com a publicação no diário oficial. Com isso, o governo espera reduzir o preço dos remédios em até 40%. A justificativa oficial para o projeto é coibir lucros considerados abusivos.

O Estado de S.Paulo

18 Maio 2012 | 03h02

"O remédio é preparado pelos laboratórios e distribuído pelas farmácias. Assim, há uma porcentagem de lucro em cima de outra que muitas vezes é desproporcional", disse o ministro da Alimentação, Carlos Osorio, à TV estatal VTV. De acordo com o ministro, a rede estatal, batizada de Farmapátria, venderá os medicamentos a preço de custo. Serão criadas 172 farmácias desse tipo na Venezuela.

De acordo com o jornal venezuelano El Nacional, as entidades patronais do setor temem a medida. Segundo o presidente da Câmara Venezuelana de Remédios, César Casal, as farmácias não são responsáveis pelo preço.

"É uma medida que contribui cada vez mais para a estatização da economia", disse ao Estado o analista Carlos Romero. / L.R.

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