Chávez demite gerentes que paralisaram estatal do petróleo

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, demitiu hoje sete altos gerentes da estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), que desde sexta-feira paralisaram parcialmente a empresa em represália à sua nova direção. Chávez informou que outros 12 gerentes foram aposentados, em atenção a seus anos de serviço, e advertiu que todo alto ou médio executivo que instigar a greve será automaticamente despedido. "O diálogo está aberto. Convoco aqueles que continuam na PDVSA a deixarem a sabotagem e voltarem ao trabalho, pois para isso são pagos", acrescentou Chávez em seu programa semanal "Alô presidente", transmitido hoje em cadeia nacional de rádio e televisão. Entre os demitidos estão os gerentes de Projetos e Controle de Finanças, Juan Fernández; o de Estratégia de Negociação, Horacio Medina; de Estratégia de Reino, Gonzalo Feijóo, e o gerente-geral de filial da empresa em Palmaven, Eddie Ramírez, que lideraram as ações de protesto. Chávez não detalhou quem assumirá os postos, mas assegurou que, na Venezuela, "que tem quase um século de operações na área petrolífera, há muitos profissionais que entendem do negócio" e podem dirigir a principal indústria do país, cujo maior cliente são os Estados Unidos. Nesse sentido, o governante assegurou "a todos os clientes da PDVSA do mundo que a empresa continuará sendo uma fornecedora segura de seus produtos." O grupo de altos e médios gerentes exigia a renúncia da nova junta diretiva da estatal, nomeada por Chávez em fevereiro, porque supostamente foi designada com base em critérios políticos, deixando de lado os profissionais que mereciam promoções por mérito.

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