Chávez descarta antecipação de referendo

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, descartou qualquer possibilidade de adiantar o referendo convocatório que definirá se haverá ou não novas eleições, mesmo que o Grupo de Amigos da Venezuela venha a formular esse pedido. "Se pedissem, estariam equivocados e eu não aceitaria, pois é inconstitucional", afirmou o presidente ao chegar em Porto Alegre, para participar do 3º Fórum Social Mundial.Chávez destacou que o papel do grupo formado por Brasil, Estados Unidos, México, Chile, Espanha e Portugal é o de "ajudar sim, sem dúvida, mas jamais dar ordens". "A Venezuela é um país soberano e tenho certeza que nenhum dos integrantes pensará em dar ordens a Venezuela. Seria totalmente fora de propósito", disse.Ele manifestou ainda que o Grupo de Amigos não vai tomar decisões sobre o que acontece no país, ao lembrar que ele (Chávez) representa um governo legítimo e só responde ao que está previsto na Constituição, segundo a qual a Venezuela é um país livre, soberano e independente. "Agradecemos ao grupo por nos dar idéias e facilitar as discussões, mas as decisões cabem apenas aos venezuelanos", reiterou.Disse acreditar ainda que o referendo popular revogatório lhe daria a vitória se acontecesse hoje. Ressalvou, porém, que antes de 19 de agosto não seria possível realizar a consulta, a menos que se mude a Constituição, o que também exigiria a convocação de um outro referendo. Chávez afirmou que sempre terá que agradecer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo apoio que tem dado ao país, e afirmou acreditar que a América Latina se orientará, no futuro, para onde o Brasil se oriente.Veja o especial sobre os Fóruns de Davos e Porto Alegre

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