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Chávez diz que militares rebelados querem golpe

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, acusou um grupo de militares rebeldes que exige eleições antecipadas de querer dar um golpe de Estado. O presidente garantiu que, nisso, não terão sucesso. "Alerto o país... nesse show que (os rebeldes) montaram (numa praça pública de Caracas) cozinha-se, em fogo lento, um golpe de Estado", disse o mandatário durante um ato oficial. Chávez qualificou de "mentira" o argumento empregado pelos oficiais para declararem-se em "desobediência legítima", segundo uma cláusula da Constituição, e pediu a seus seguidores para estarem atentos para o caso de "termos de sair outra vez, todos, para ocupar todas as ruas da Venezuela... porque se trata da vida de todos". Descartou novamente qualquer possiblidade de convocar eleições antecipadas ou renunciar, alegando que isto seria contrariar a Constituição. "Assim como em 11 e 12 de abril me neguei cinco vezes a renunciar à Presidência que o povo me deu, eu aviso: não vou renunciar", disse Chávez. Dezenas de oficiais de diverssas patentes se somaram, até esta sexta-feira, ao grupo de 14 altos oficiais que, em 22 de outubro, se declararam em "desobediência legítima". São os mesmos oficiais que, em abril, encabeçaram o golpe militar frustrado contra o governo Chávez. A lista de militares rebeldes cresce, enquanto o governo desconsidera o protesto e assegura que há "absoluta normalidade" em todos os quartéis do país.Os comandantes das tropas militares consideradas chave expressaram hoje seu apoio ao presidente, em desagravo às manifestações públicas de desconsideração pela autoridade do chefe de Estado. Os generais no comando das guarnições de divisões estratégicas de Infantaria do país, como a de Caracas e das vizinhas em Aragua, Vargas e Miranda, além dos da região petrolífera de Zulia, expressaram seu total apego à Constituição e sua "lealdade ao governo legitimamente eleito". Ao mesmo tempo, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou hoje que a convocação lançada pelo grupo de militares rebeldes venezuelanos contra Chávez "é ilegítima e coloca em perigo a estabilidade das instituições". Ao apresentar hoje em Washington um informe ao final de seu 116º período de sessões, a CIDH expressou que "é legítimo o exercício da liberdade de expressão, incluindo a convocação à desobediência civil". "No entanto - advertiu -, a convocação aos militares para que cometam insubordinação contra as autoridades civis é ilegítima, e põe em risco a estabilidade das instituições".

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