Miguel Gutiérrez/Efe
Miguel Gutiérrez/Efe

Chávez e Capriles encerram campanhas com discursos

Eleição presidencial na Venezuela ocorre neste domingo; campanha política termina hoje

AE, Agência Estado

04 de outubro de 2012 | 15h13

CARACAS - A capital Caracas e a cidade ocidental de Barquisimeto foram os cenários escolhidos por Hugo Chávez e Henrique Capriles para fechar as campanhas políticas antes das eleições de 7 de outubro. A lei venezuelana determina que as campanhas devem ser encerradas à meia noite desta quinta-feira, 4. Chávez, de 58 anos, deve fechar a campanha com um comício, no final da tarde, na avenida Bolívar, centro caraquenho, enquanto Capriles, de 40 anos, discursa em Barquisimeto a partir das 17h.

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Chávez e Capriles passaram a última semana de campanha percorrendo a Venezuela, visitando, às vezes, dois Estados no mesmo dia e pedindo aos eleitores que compareçam às urnas. A última pesquisa da Datanálisis, publicada na sexta-feira passada, indicava que Chávez liderava as intenções de voto com 10 pontos percentuais de vantagem, mas Capriles reduzia a diferença e 10% do eleitorado ainda estava indeciso. Outra pesquisa, a da Consultores 21, mostrou os dois em empate técnico, com 46% da intenção de voto em Capriles e 45% em Chávez.

Em Caracas, partidários de Chávez começaram a chegar ao centro da cidade desde as primeiras horas desta quinta-feira. A polícia fechou algumas avenidas para facilitar o acesso à avenida Bolívar. Centenas de partidários com camisas vermelhas caminhavam rumo ao centro.

Chávez, que busca o quarto mandato, disse esperar vencer no domingo com pelo menos 10 milhões de votos. Dezenove milhões de venezuelanos estão registrados para votar.

Mas Capriles parece ter apresentado o primeiro desafio sério a Chávez desde que o presidente venceu sua primeira eleição presidencial em 1998. Em 2006, Chávez se reelegeu com 7,3 milhões de votos, com mais de três milhões de sufrágios de vantagem sobre seu adversário, Manuel Rosales, que obteve 4,2 milhões de votos, segundo dados das autoridades eleitorais.

Chávez mantém o discurso de que se Capriles vencer, a direita venezuelana voltará ao poder. Segundo ele, a "ultradireita" e o "imperialismo" eliminarão os programas sociais. Capriles nega as acusações e afirma que a Venezuela cansou das promessas não cumpridas por Chávez. Segundo ele, a Venezuela precisa de mais ação para enfrentar os problemas, como a inflação, a criminalidade e a falta de segurança.

A Venezuela é o país mais violento da América Latina, com uma taxa de 50 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes em 2011. O país tem 29 milhões de habitantes. A inflação nos últimos 12 meses foi de 18,1%, também a mais alta da América Latina.

Com AP

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