Chávez e Evo acusam EUA de tentar ocupar o Haiti

Os presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales, renovaram ontem suas críticas aos Estados Unidos. Os dois líderes alegaram que Washington se aproveita da operação de ajuda ao Haiti, após o terremoto ocorrido na terça-feira da semana passada que arrasou a empobrecida nação caribenha, para realizar uma ocupação militar. "O império", disse Chávez, usando seu termo favorito para os EUA, "está tomando o Haiti sobre os corpos e lágrimas de seu povo". "Não é certo que os EUA usem esse desastre natural para invadir e ocupar militarmente o Haiti", afirmou Morales.

AE, Agencia Estado

21 de janeiro de 2010 | 09h38

Chávez afirmou que os norte-americanos "começaram (a ocupação) com o aeroporto", referindo-se ao fato de os militares dos EUA estarem agora controlando o aeroporto de Porto Príncipe. "Se você quer entrar no destruído palácio presidencial, você encontrará fuzileiros dos EUA no seu caminho", acrescentou. Na terça-feira, militares norte-americanos chegaram ao palácio, de helicóptero, para garantir a segurança do edifício, em grande parte destruído pelo terremoto de magnitude 7,0 na Escala Richter.

O líder boliviano, Evo Morales, disse que pedirá uma reunião de emergência da Organização das Nações Unidas (ONU) "para repudiar e rejeitar essa ocupação militar dos Estados Unidos". Ontem, os EUA anunciaram que pretendem enviar mais 4 mil soldados ao Haiti, elevando o total de militares norte-americanos no país ou em sua costa para 15 mil nos próximos dias. As informações são da Dow Jones.

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