Chávez está no momento mais delicado desde cirurgia

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, enfrenta uma "situação de complicação" em seu estado de saúde e encontra-se no momento mais delicado desde a cirurgia a que foi submetido em dezembro, afirmou nesta terça-feira seu vice-presidente e herdeiro político, Nicolás Maduro, durante extenso pronunciamento em Caracas. "Há uma situação de complicação no meio da batalha do comandante presidente por sua saúde", disse Maduro.

AE, Agência Estado

05 de março de 2013 | 18h42

O vice de Chávez observou que, "diante dos riscos que estamos neste momento vivendo", o governo decidiu informar sobre "a difícil situação que pode evoluir nas próximas horas" e afirmou que uma nova infecção está sendo tratada.

Maduro pronunciou-se sobre a saúde de Chávez depois de uma reunião com a equipe de ministros, com o alto comando militar e com alguns governadores chavistas para avaliar os avanços dos programas do Estado.

A reunião aconteceu depois de o ministro de Comunicações, Ernesto Villegas, ter afirmado na véspera que a saúde de Chávez havia piorado. Ele citou a aparição de uma nova infecção e a piora das funções respiratórias do presidente, que há quase dois anos luta contra um câncer.

Segundo Maduro, Chávez foi de alguma forma envenenado por seus "inimigos" para desenvolver o câncer contra o qual vem lutando há quase dois anos. "Por trás de todos (os complôs) estão os inimigos da pátria", declarou Maduro em pronunciamento na televisão estatal venezuelana.

A admissão da piora do estado de saúde de Chávez intensificou rumores e dúvidas sobre a situação do governante e o futuro do país. No início do dia surgiram rumores de que altos funcionários do governo estariam preparando uma declaração sobre o futuro do governo Chávez.

Na televisão estatal, Maduro disse que a reunião foi convocada para discutir a saúde de Chávez e o que qualificou como complôs para desestabilizar a Venezuela.

O presidente venezuelano foi reeleito para um novo mandato em outubro do ano passado, mas a recorrência de um câncer impediu sua posse, originalmente programada para janeiro e posteriormente adiada por tempo indeterminado.

Expulsão - No pronunciamento de hoje, Maduro anunciou a expulsão de um coronel e de um adido militar lotados da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas por causa de reuniões com oficiais do exército e planos de desestabilização do país.

O vice-presidente identificou o coronel norte-americano David Delmonaco como um dos expulsos, mas não mencionou a identidade do adido da Força Aérea lotado na embaixada que também terá de deixar a Venezuela.

Maduro acusou os dois estrangeiros de espionarem o exército venezuelano. Delmonaco e o adido não identificado têm 24 horas para deixar o país, afirmou o vice-presidente. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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