Chávez faz exigências a novo líder colombiano

Venezuelano quer que Santos admita que ataque no Equador foi erro 'grosseiro' e sugere fim de acordo com EUA

Reuters e Ap, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2010 | 00h00

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse ontem que é preciso esperar por ações concretas do presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, e não apenas por palavras.

Chávez pediu ainda que Santos admita que o ataque de 2008 contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador foi uma invasão "selvagem e grosseira".

Em seus primeiros comentários públicos sobre a vitória de Santos, Chávez afirmou ainda que a retirada de soldados americanos da Colômbia seria uma demonstração da disposição de Bogotá de melhorar as relações com Caracas.

Em discurso na cúpula da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), realizada no Equador, o venezuelano ressaltou que acompanhará as medidas de Santos sobre as bases militares "ianques" e os ataques contra países vizinhos.

A tensão entre os dois países aumentou no ano passado, depois que Estados Unidos e Colômbia assinaram um acordo de cooperação militar que permite a instalação de pelo menos sete bases americanas em território colombiano.

Chávez diz que o convênio militar ameaça a segurança de seu país. A Colômbia afirma que o acordo ajudará no combate ao narcotráfico e aos grupos guerrilheiros.

Ataque às Farc. Chávez pediu a Santos que admita que a invasão do território equatoriano na operação contra as Farc em 2008 foi um erro, e não um ataque preventivo. A incursão foi planejada por Santos, então ministro da Defesa. A ofensiva militar da Colômbia, na qual foram mortos Raúl Reyes, número 2 na hierarquia das Farc, e 16 outros guerrilheiros, quase terminou em uma guerra com Quito. Em solidariedade ao Equador, a Venezuela enviou soldados para a região de fronteira e fechou sua embaixada em Bogotá.

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