Leo Ramirez/AFP
Leo Ramirez/AFP

Chávez mantém vantagem eleitoral sobre Capriles, mostra pesquisa

Segundo Datanalisis, o atual presidente da Venezuela continua popular por suas políticas sociais

estadão.com.br,

16 de julho de 2012 | 17h49

CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, mantém uma liderança de 15 pontos percentuais sobre o candidato da oposição, Henrique Capriles, na corrida para a eleição de 7 de outubro, informou a empresa de pesquisa Datanalisis nesta segunda-feira, 16. A pesquisa de junho, realizada em 1.300 casas, mostrou que 46,1% dos eleitores apoiam Chávez e 30,8% apoiam Capriles, enquanto 23,1% estavam indecisos ou não responderam.

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Em maio, a vantagem de Chávez era de 15,9 pontos percentuais. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais.

Hugo Chávez, 57 anos, continua popular em seu 14° ano no poder devido aos seus gastos sociais financiados pelo petróleo e sua conexão emocional permanente com a maioria pobre do país. Ele demonstrou uma notável recuperação de um tipo desconhecido de câncer diagnosticado no ano passado que o deixou em silêncio durante semanas. Chávez aumentou seu número de aparições públicas nos últimos meses e na semana passada começou a encenar grandes comícios de rua com seus discursos tipicamente eloquentes.

Henrique Capriles Radonski, 40 anos, um ex-governador, está atraindo grandes multidões na campanha e projetando uma imagem de juventude e energia. Ele diz que quer acabar com as políticas radicais e estatizantes de Chávez, e criar um governo de "esquerda moderna" ao estilo brasileiro.

A maioria dos institutos de pesquisa mais conhecidos da Venezuela dão uma grande vantagem a Chávez, embora um instituto respeitado aponte uma disputa cabeça-a-cabeça entre os dois candidatos.

Acusação

O vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela, Diosdado Cabello, acusou o o candidato Capriles de tentar "desestabilizar" as Forças Armadas com a publicação de um telegrama falso, segundo o jornal venezuelano El Universal.

O documento, publicado no twitter do candidato na semana passada, mostrava uma suposta imposição aos militares para que eles boicotassem o pronunciamento de Capriles durante a campanha eleitoral. O documento foi considerado falso.

Com Reuters

 

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