Chávez minimiza protestos em Cúpula cantando no Chile

Presidente declama ao desembarcar "assim nasci e assim sou, se não me querem, 'não posso fazer nada'"

REUTERS

09 de novembro de 2007 | 10h24

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chegou nesta sexta-feira, 9, ao Chile cantando uma "ranchera" para minimizar os protestos contra sua presença na 17a Cúpula Ibero-Americana em Santiago. Ele disse que poderá se reunir com seu colega colombiano, Alvaro Uribe, mas que ainda não há nada marcado.   Veja também:  Farc aprovam mediação de Chávez e desconfiam de Uribe Estudantes e professores acusam Chávez por violência Partidários e opositores de Chávez se enfrentam no Chile Chávez está entre os cinco homens mais sexy da Venezuela A cúpula começou na noite de quinta-feira, mas Chávez, o personagem mais aguardado, só pousou no aeroporto de Santiago pouco antes das 6h de sexta-feira (7h, horário de Brasília). Mesmo antes do desembarque, a visita já havia gerado um confronto entre cerca de 50 detratores e seguidores do presidente diante da embaixada venezuelana em Santiago, depois que um parlamentar direitista chileno tentou entregar uma carta que o declarava "persona non grata". "Se alguns não gostam de mim, como dizem os mexicanos: 'ni modo' (algo como não posso fazer nada)", declarou o presidente a jornalistas que o esperavam no aeroporto. Em seguida, cantou: "Não sou moedinha de ouro, para agradar a todos, assim nasci e assim sou, se não me querem, 'ni modo"'. A viagem de Chávez esteve pendente até a última hora, devido à tensão social provocada na Venezuela por estudantes contrários a uma reforma constitucional promovida por ele que deve acabar com o limite à reeleição presidencial. O presidente venezuelano, que atua como mediador entre o governo colombiano e a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na busca pela libertação de reféns e prisioneiros, disse que poderá conversar com Uribe, mas que não há encontro agendado. "Que eu saiba ninguém me pediu (uma reunião bilateral), e nem eu a solicitei, mas se por aí me encontrar e possamos conversar, então conversaremos", disse Chávez. "O presidente Uribe me perguntou se eu viria, eu lhe disse que provavelmente, e se fosse assim nos veríamos."     

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