Chávez nega rumor de tratamento em SP e volta a Cuba

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, informou na noite desta sexta-feira que partirá para Cuba neste final de semana para retomar o tratamento contra o câncer em meio a notícias de que seu estado de saúde havia piorado e considerava buscar tratamento médico no Brasil.

AE, Agência Estado

07 de abril de 2012 | 11h55

Chávez não se referiu diretamente a tais notícias durante uma ligação telefônica veiculada por um programa da TV estatal, mas respondeu que os rumores eram "uma perda de tempo." O presidente acrescentou estar aberto sobre seu paradeiro e sua agenda de viagens. "Eu não estou me escondendo", disse ele. Chávez deve viajar à Havana hoje para uma terceira rodada de radioterapia e retornar à Venezuela dentro de cinco dias.

Notícias similares a respeito da possibilidade de Chávez buscar tratamento no Brasil surgiram no ano passado, depois que o presidente admitiu em junho que os médicos cubanos haviam retirado um tumor do tamanho de um bola de beisebol de sua área abdominal. Chávez continuou sendo tratado em Cuba, para onde retornou após o reaparecimento da doença dois meses atrás.

Durante sua luta contra o câncer, ele prometeu uma recuperação completa e insiste estar apto o suficiente para permanecer no poder. As autoridades venezuelanas, no entanto, deram poucos detalhes sobre a saúde do presidente e não revelaram o tipo ou estágio da doença que ele enfrenta, o que levantou dúvidas em relação à sua capacidade de concorrer à eleição, marcada para outubro.

Nelson Bocaranda, do jornal venezuelano El Universal, escreveu na sexta-feira no microblog Twitter que uma equipe de segurança presidencial havia partido para São Paulo para preparar a admissão de Chávez no Hospital Sírio-Libanês. De acordo com Bocaranda, o presidente teria passado por uma "emergência" médica em sua última temporada em Cuba que deixou os médicos "bastante nervosos", mas foi eventualmente superada. Por email, o jornalista disse que "o tratamento em Cuba é o que está provocando" a transferência apressada para o Sírio-Libanês. As informações são da Dow Jones. (Gabriela Mello)

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