Chávez pede desculpas, dá beijo e encerra crise com Merkel

Após acusar chancelar alemã de ser descendente de Hitler, presidente venezuelano diz que pediu perdão

Reuters,

16 de maio de 2008 | 17h44

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta sexta-feira, 16, ter pedido perdão e dado um beijo na chanceler alemã, Angela Merkel, a quem recentemente havia acusado de ser descendente política de Hitler. "Não vim aqui brigar. Tive muito prazer em estender a mão à chanceler alemã, demos um beijo", disse Chávez, segundo a agência de notícias peruana Andina.      Veja também: Chefe da Interpol é um 'vagabundo internacional', diz Chávez "Ela disse algo lá e eu respondi. Cristina (Kirchner, presidente argentina) estava ali; dei um beijo nela e na chanceler alemã, a quem lhe disse que se fui duro, 'perdoa-me, aqui está a minha mão"', acrescentou. Minutos antes de entrarem na sessão de trabalho da 5.ª Cúpula da América Latina, Caribe e Europa, em Lima, Merkel e Chávez se deram um aperto de mãos, aparentemente selando a paz.   No domingo passado, em seu programa de rádio, Chávez disse que os líderes latino-americanos deveriam se afastar de Merkel, porque ela seria descendente política de Hitler. Era uma reação a um pedido da chanceler para que a América Latina desses as costas a Chávez. Após uma breve troca de farpas, Merkel baixou o tom e disse antes de chegar a Lima que não estava preocupada em encarar o presidente venezuelano.   Em nota divulgada nesta sexta-feira pelo governo da Venezuela em Lima, Chávez e Merkel dialogaram "dentro da dinâmica da cúpula", depois da foto oficial tirada no Museu da Nação, local do encontro. A cúpula, que tem o combate à pobreza e às mudanças climáticas como temas centrais, reúne mais de 40 presidentes e primeiros-ministros.

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