Chávez pede diálogo para resolver conflitos na Venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fez hoje um apelo à pacificação e ao diálogo para evitar que o país caia em uma situação de violência similar à da Colômbia. "Vamos olhar para a dor desse povo (colombiano). Ali perdeu-se há anos a capacidade para dialogar?, disse. Na última quinta-feira, um protesto na região central de Caracas provocou tumulto e deixou 15 feridos. Os manifestantes protestavam contra a decisão do Tribunal Supremo de Justiça - a segunda em menos de uma semana - de rejeitar o julgamento de quatro oficiais militares acusados de se rebelarem contra Chávez, por ocasião da tentativa de golpe de estado, em abril deste ano.A pendência jurídica reavivou os confrontos entre o governo e a oposição. Alguns dirigentes governistas anunciaram que tomarão as ruas do país se o Supremo Tribunal, ao reexaminar o caso, não decidir processar os quatro militares por sua participação no frustrado golpe. A capital venezuelana amanheceu calma nesta sexta-feira após os violentos protestos. A região do Centro da cidade, próxima ao Congresso, foi ocupada por centenas de policiais para garantir a ordem e evitar novos conflitos de rua como os que ocorreram na quinta-feira. O prefeito de Caracas, Alfredo Peña, férreo opositor do governo, declarou que a Polícia Metropolitana (PM) se manterá na região central para evitar que "grupos violentos" continuem provocando distúrbios. O vice-presidente José Vicente Rangel responsabilizou a PM, dirigida por Peña, pelos acontecimentos de quinta-feira e solicitou à Procuradoria Geral que abra uma investigação contra o corpo de segurança.

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