Divulgação/Efe
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Chávez quer ficar na presidência até 2031

Abatido, presidente venezuelano deu entrevista para afastar especulações sobre saúde e reafirmou candidatura

25 de julho de 2011 | 19h54

CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está decidido a ficar à frente do governo até 2031. Em entrevista publicada nesta segunda-feira, 25, no jornal estatal Correio do Orinoco, o venezuelano garantiu que o câncer jamais o fez pensar em deixar a presidência. Ele confirmou ainda sua candidatura para as eleições presidenciais de 2012.

 

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"Estou resolvido a chegar até 2031", disse Chávez ao mencionar o projeto que traçou desde sua chegada ao poder, em 1999, e pretende completar três décadas no poder, incluindo uma “década de ouro”, como ele diz, entre 2020 e 2030.

Chávez, conhecido por seu estilo ativo, carismático e populista, está visivelmente enfraquecido para disputar um novo mandato em dezembro de 2012. Com a entrevista, o presidente tentou acalmar as especulações sobre seu estado de saúde.

“Tenho razões médicas, científicas, humanas, razões de amor e razões políticas para me manter à frente do governo e da candidatura, com mais força do que antes”, disse o presidente, que faz 57 anos na quinta-feira. Chávez retornou à Venezuela no sábado, de surpresa. Ele passou a semana em Cuba fazendo quimioterapia.

 

No seu retorno, disse que os médicos não detectaram “células malignas” em seu corpo, embora tenha ressaltado que ainda existe o risco de a doença voltar. Chávez anunciou que manterá sua agenda “reduzida” de compromissos para seguir as recomendações médicas.

 

“Se houvesse razão, deixaria o poder. Principalmente se houvesse prejuízo à parte física ou mental. Seria o primeiro a querer parar, e de maneira responsável”, afirmou. Há detalhes sobre a doença que Chávez prefere guardar, uma vez que “fazem parte de sua experiência pessoal”.

 

Chávez adiantou que a comemoração de seu aniversário será realizada no dia 28 com o povo em uma celebração nunca antes vista, embora não tenha revelado detalhes por questões de segurança. “A doença despertou ainda mais vontade de viver, de lutar e de vencer”.

 

Com Efe e AP

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