Chávez quer mudar fuso horário

Governo venezuelano pretende atrasar relógios do país em meia hora para distribuição igualitária da luz solar

NYT, REUTERS E EFE, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2025 | 00h00

Em nome do "socialismo do século 21", o presidente venezuelano, Hugo Chávez, mudou o nome do país, redesenhou a bandeira nacional e aperfeiçoou o brasão do Exército. Agora, na busca de um Estado socialista, Chávez quer dividir mais um elemento de maneira igualitária entre os venezuelanos: a luz solar.Em seu programa dominical Alô, Presidente, o líder bolivariano revelou sua intenção de mudar o fuso horário atual da Venezuela atrasando em meia hora os relógios do país. Em seu discurso, Chávez vinculou a nova medida ao seu plano de reduzir a jornada de trabalho no país de 8 para 6 horas. O presidente acredita que ao reduzir as horas trabalhadas, a produtividade nacional vai aumentar e a mudança do fuso horário causará um "efeito metabólico positivo" nas pessoas.Segundo o ministro de Ciência e Tecnologia da Venezuela, Héctor Navarro, a medida visa a distribuir a luz do sol de maneira mais "justa". Navarro afirma que a mudança vai ajudar crianças pobres que são obrigadas a acordar de madrugada para ir à escola. "Estudos científicos determinaram que a atividade metabólica dos seres vivos está sincronizada com a luz do sol", afirmou na quinta-feira.O ministro explicou que a nova medida será aplicada em três semanas. "Estamos esperando a melhor oportunidade para fazer a mudança antes do início das aulas." Navarro afirmou que o novo horário do país será estabelecido quatro horas e meia abaixo do fuso horário de Greenwich. Ele adiantou que o governo deve anunciar mais medidas para "tornar o uso do tempo mais eficaz".O horário atual da Venezuela está em vigor desde os anos 1960.VENDA DE ARMASA Rosoboronexport, empresa estatal russa de exportação de armamentos, negou ontem que tenha assinado um acordo para vender 98 aviões Ilyushin-114 para a Venezuela. A informação foi divulgada pelo jornal russo Vremya-Novostei. A Rússia é a principal fornecedora de armas da Venezuela. Nessa semana, Chávez anunciou a compra de 5 mil fuzis Dragunov e em junho, disse que seu governo estava negociando a compra de cinco submarinos russos para "defender a revolução venezuelana".

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