Chávez recebe gasolina brasileira com festa

Após dias de polêmica, o petroleiro Amazonian Explorer, enviado pelo Brasil, chegou neste sábado ao Puerto La Cruz, na Venezuela. O presidente Hugo Chávez recebeu o navio brasileiro com festa. "Passamos pela situação mais crítica e estamos melhorando", disse Chávez, festejando também o transporte de gasolina feito pelo petroleiro Pilín León, em poder dos grevistas até que o governo retomou seu controle, há uma semana. O presidente assegurou que "em poucos dias, semanas, desaparecerão as grandes filas (nos postos de gasolina)". Os 525 mil barris de gasolina, vendida pela Petrobrás, serão suficientes para dois dias de consumo. Eles foram fornecidos pelo governo brasileiro para ajudar o país a enfrentar a falta de combustível, em conseqüência de uma greve geral que entra hoje no 27º dia, para exigir a renúncia de Chávez. A oposição criticou a ajuda brasileira e acusou o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva de "interferir em assuntos internos" do país. A greve paralisou principalmente o setor petrolífero, vital para a economia do país, quinto maior exportador do mundo. Em novembro, a produção da Venezuela era estimada em três milhões de barris por dia. Atualmente, são 700 mil barris por dia, segundo o ministro da Energia, Rafael Ramírez, ou 170 mil barris por dia, de acordo com informações da oposição. A gasolina enviada pelo Brasil deve ser distribuída na capital Caracas, e nas principais cidades do país, onde mais de 90% dos postos estão fechados por falta de combustível. Os venezuelanos terão de esperar por várias horas para adquirir o combustível, negociado no mercado paralelo a um preço 20 vezes superior ao cobrado pelos postos de gasolina.

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