Chávez receberá bem diplomata dos EUA caso respeito seja recíproco

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que receberá a visita do funcionário do Departamento de Estado americano Thomas Shannon, e espera construir fortes laços com os americanos, ignorando sua oposição veemente ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Chávez cogitou a possibilidade após uma reunião feita com um grupo de americanos que o visitou para agradecer os carregamentos de petróleo com descontos para comunidades dos Estados Unidos usarem no inverno. O presidente venezuelano disse que Shannon havia pedido ao ministro do exterior da Venezuela para fazer uma visita ao país, mas o Departamento de Estado americano, nesta segunda-feira, negou que o oficial tivesse pedido a visita. Chávez reafirmou que o embaixador americano na Venezuela, William Brownfield, será expulso se continuar a provocar confrontamentos, como no dia 7 de abril, quando o diplomata foi a uma manifestação pró-Chávez e acabou com o carro cheio de ovos e tomates arremessados por uma multidão enfurecida. O líder venezuelano disse que Brownfield está "provocando para que ocorra um ato violento", e que Washington pode usar tal incidente como pretexto para intervir militarmente na Venezuela. Chávez diz que os exercícios da marinha americana, agora sendo executados no Caribe, têm a intenção de "nos amedrontar". O Departamento de Estado americano culpa o governo de Chávez pelos incidentes, uma vez que as viagens do embaixador foram informadas às autoridades venezuelanas. Chávez tratou os mais de 60 americanos do grupo como convidados de honra durante seu programa semanal de televisão, transmitido da cidade El Tigre. O grupo retribuiu o tratamento oferecido pelo líder venezuelano. "Este é um país voltado para o ser humano. Vocês têm uma visão correta", disse Russell Anderson, do estado americano do Maine. "Não é como o governo americano está querendo que eu acredite." Chávez também acusa Washington de tentar desestabilizar o novo presidente boliviano, Evo Morales, e o candidato presidencial da Nicarágua, Daniel Ortega.

Agencia Estado,

24 Abril 2006 | 15h25

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