Chávez relembra 10 anos da tentativa de golpe

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, usou hoje o microblog Twitter para agradecer ao povo de seu país no décimo aniversário de uma frustrada tentativa de golpe contra ele.

RICARDO GOZZI (AE), Agência Estado

11 de abril de 2012 | 16h45

"11 de Abril! Tremenda prova aquela a que foi submetido o Povo Venezuelano! Bendito seja, povo meu! Viveremos e Venceremos!", escreveu Chávez no Twitter.

"Vivam os meios comunitários. Vamos continuar acabando com a hegemonia burguesa", prosseguiu Chávez em sua primeira série de mensagens pelo Twitter desde que desembarcou em Cuba, no sábado, para uma nova rodada de tratamento contra um câncer.

"Vivam nossos mártires do 11 de Abril! (...) Estou entrando em campanha. Me aguardem", escreveu o chefe de Estado venezuelano, em menção às eleições presidenciais de outubro no país.

Chávez concluiu a série de mensagens com um recado àqueles que participaram da tentativa de golpe ou compactuaram com ela: "Que a burguesia não se esqueça: todo 11 tem seu 13". O "13" é uma referência ao retorno de Chávez ao poder, dois dias depois da tentativa de golpe.

Em 11 de abril de 2002, militares capturaram Chávez e o aprisionaram em uma ilha no litoral venezuelano. Os golpistas dissolveram o Parlamento e o Supremo Tribunal e empossaram interinamente na presidência do país o presidente da Federação Venezuelana de Câmaras de Comércio (Fedecamaras), Pedro Carmona.

A tentativa de golpe desencadeou um levante pró-Chávez na capital venezuelana. Os líderes do golpe chegaram a afirmar que Chávez teria renunciado à presidência durante o processo, o que de fato não aconteceu. Pelo menos 19 pessoas morreram na repressão das forças de segurança aos manifestantes contrários ao golpe.

Menos de 48 horas depois, a Guarda Presidencial retomou o Palácio de Miraflores (sede do governo venezuelano) sem disparar nenhum tiro. Os líderes do golpe fugiram e Chávez foi reconduzido ao poder.

Em meio à confusão, os Estados Unidos e a Espanha chegaram a reconhecer o governo golpista, mas voltaram atrás depois de Chávez ter sido reempossado.

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