David Fernández/Efe
David Fernández/Efe

Chávez retira do Paraguai adidos militares venezuelanos

Presidente venezuelano anunciou decisão e disse que equipe em Assunção sofria 'ameaças de morte'

Efe,

05 de julho de 2012 | 15h52

Texto atualizado às 16h05

CARACAS – A Venezuela anunciou nesta quinta-feira, 5, a retirada de todo pessoal militar de sua embaixada em Assunção, afirmando que os funcionários estavam sendo perseguidos e “até mesmo ameaçados de morte”. No Paraguai, crescia a pressão no Congresso para que o novo governo de Federico Franco expulsasse os adidos militares da Venezuela e do Equador.

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O anúncio foi feito pelo próprio presidente Hugo Chávez na Assembleia Nacional, em Caracas. “Já retiraram nossos companheiros militares que estavam cumprindo funções na aditância militar no Paraguai”, afirmou Chávez.

O Paraguai afirma que o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, incitou uma sublevação entre militares paraguaios horas antes da deposição do presidente Fernando Lugo, no dia 22. O embaixador do Equador no Paraguai também teria participado da reunião com a cúpula militar paraguaia.

Chávez rebateu as acusações paraguaias. “Estão acusando Nicolás (Maduro) de fomentar um golpe no Paraguai ou de ter feito uma reunião com generais paraguaios. Claro que os generais estavam lá e ele (o chanceler) estava com os demais ministros (da Unasul, que realizava uma missão ao Paraguai).”

Chávez voltou a falar sobre a crise paraguaia enquanto, em Assunção, congressistas  estão debatendo um texto com pedido para que o Executivo expulse os adidos militares venezuelanos e equatorianos.

Na terça-feira, o novo governo de Federico Franco entregou a jornalistas um vídeo em que Maduro aparece entrando em uma sala com os generais paraguaios – que teriam recusado a pressão do chanceler venezuelano. Caracas, porém, afirma que não houve nenhum incitamento à sublevação e acusa o governo Franco de ter forjado as imagens.

Na quarta-feira, o Paraguai anunciou a retirada de seu embaixador na Venezuela em resposta à “ingerência em assuntos internos”. O embaixador venezuelano em Assunção – que havia sido retirado por Chávez um dia após a deposição de Lugo – foi ainda declarado persona non grata.

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