Chávez se diz disposto a reconhecer governo hondurenho

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que está disposto a dar seu respaldo a uma eventual decisão dos países da América Central sobre o reconhecimento do novo presidente hondurenho, Porfirio Lobo, caso seja permitida a volta ao país do ex-presidente Manuel Zelaya, assim como a restituição de seus direitos políticos.

AE-AP, Agencia Estado

24 de fevereiro de 2010 | 18h38

Chávez declarou ontem à rede CCN em espanhol que está disposto a apoiar a decisão do Sistema de Integração Centro-americana (Sica) sobre o novo governo hondurenho se "Zelaya recuperar seus direitos políticos, ingressar no Parlamento centro-americano e voltar a fazer política em seu país".

"Estou disposto a apoiar o que o grupo (Sica) decidir, se o presidente Lobo fizer um acordo com eles", disse o presidente venezuelano em entrevista a uma rede de notícias da cidade mexicana de Cancún.

"Estamos vendo esta perspectiva com bons olhos para conseguirmos a integração e a unidade", disse Chávez, segundo comunicado apresentado pela assessoria de imprensa da presidência. O presidente venezuelano disse que Zelaya visitará Caracas nesta semana.

No final de semana, Chávez de referiu a Lobo de maneira dura e afirmou que não reconheceria o novo governo hondurenho, o qual chamou de "ilegítimo". Ao chegar a Cancún para participar da cúpula presidencial regional, o governante disse que a democracia em Honduras "acabou" com o golpe de Estado de junho de 2009 que depôs Zelaya, um de seus aliados regionais mais próximos.

Lobo venceu as eleições de novembro, quando o país estava em meio a uma crise política iniciada pela deposição de Zelaya, e assumiu o governo em 27 de janeiro, para um mandato de quatro anos.

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