Chávez sugere participação do governo Bush em ataques de 11 de Setembro

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta terça-feira que "não são estapafúrdias" as teses de que o governo americano esteve envolvido no planejamento dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. "Para que? Para justificar as agressões que imediatamente se desataram contra o Afeganistão, contra o Iraque e as ameaças contra todos nós. Contra a Venezuela também", discursou Chávez para um grupo de partidários. O discurso foi transmitido pela TV estatal."As torres caíram em menos de nove segundos, portanto, não se descarta a hipótese de que elas tenham sido dinamitadas", afirmou Chávez, acrescentando que, depois de ver algumas análises sobre o desabamento dos edifícios, "é preciso concluir que muita coisa sobre o tema não está clara". "Um edifício nunca cai assim, a menos que seja por uma implosão."Chávez também levantou dúvidas sobre o Boeing que caiu na sede do Pentágono minutos depois dos ataques em Nova York. "Um avião supostamente caiu no Pentágono. Mas nunca encontraram um pedaço. Não restaram nem as turbinas, que são de titânio e sempre sobram nos acidentes", declarou. "A hipótese que ganha força é a de que foi o poder imperial americano mesmo que planejou e conduziu este terrível atentado terrorista contra seu próprio povo."Chávez disse ainda que a Venezuela foi a primeira a denunciar "a atrocidade dos bombardeios ao Afeganistão". "Dissemos que o terrorismo não poderia ser combatido com mais terrorismo. Foi a partir daí que a agressão imperialista contra a Venezuela veio com mais fúria", afirmou Chávez.Feroz adversário da política exterior dos EUA, Chávez acusa o governo americano de estar por trás do frustrado golpe de Estado que o removeu do poder por menos de 48 horas em abril de 2002. Mesmo assim, tem nos EUA o principal comprador dos quase 3 milhões de barris de petróleo que produz diariamente.Chávez disse ainda que conversou no domingo com seu colega boliviano, Evo Morales, e expressou a ele a preocupação com o apoio dos EUA aos grupos de oposição da Bolívia. "Por trás da oligarquia boliviana que arremete contra o presidente Evo Morales, está o império (os EUA), sem dúvida", disse. Chávez e Evo devem reunir-se na quarta-feira, na Reunião de Cúpula dos Não-Alinhados, em Havana, para onde ambos planejavam viajar ainda nesta terça-feira.

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